GÓIS - HENRIQUE TIGO LANÇOU LIVRO
“Análise Demográfica do Concelho de Góis”, da autoria de Dr. Henrique Tigo, foi lançado no sábado, dia 25, na Casa do Artista.
O tema foi pela primeira vez explorado por Tigo através de uma disciplina na Faculdade e o
trabalho incidiu precisamente em Góis, por ser o concelho onde estão as raízes do escritor.
Um assunto que "estava pouco estudado" e sobre o qual escasseava informação. Da investigação feita para disciplina e consequentemente para o livro, concluiu que em 1864 o concelho tinha mais de 10 mil habitantes, nos anos 60 e 70, quase 13 mil, porém actualmente o número não vai além dos 4 mil, o que levou o geógrafo a perguntar "O que é que aconteceu em Góis?", "O que é que levou as pessoas a abandonarem Góis?", "O que é que nós podemos fazer para que Góis volte a ter um considerado número de habitantes?".
Segundo Henrique Tigo o livro não é uma obra exaustiva, mas um "pequeno estudo", para o qual o autor recolheu alguns dados e que na sua óptica pode contribuir para que outras pessoas
interessadas pela matéria, consigam desenvolver um trabalho de forma a responder às questões
que fez. "Como nós sabemos, Góis não tem fábricas, não tem postos de emprego, não tem nada",
disse, voltando a perguntar "O que é que nós goienses podemos fazer para desenvolver o concelho de Góis?". Apesar de não ter nascido no concelho, os avós são de Vila Nova do Ceira, pelo que desde muito novo visita a localidade. " A primeira vez que vim a este concelho tinha 19 dias de idade", afirmou, começando a explicar o carinho pela região. "Aqui aprendi a nadar, a andar de bicicleta, aqui fiz amigos, aqui cresci", expressou. Confessou que ia "falar do coração" e nesse sentido, das muitas histórias que disse poder contar, optou pela do médico. Doente com 40 graus de febre, foi encaminhado para o hospital de Góis, tinha 10 anos. "Estava lá um doutor muito simpático que brincou comigo e me salvou a vida", recordou, revelando, "era o doutor José Cabeças", figura que Tigo disse ter uma "profunda admiração" e que se encontrava presente no lançamento do livro, apoiado precisamente pela ADIBER, instituição a que o médico preside. A José Cabeças o geógrafo fez o seu «primeiro obrigado» da tarde e a quem atribuiu alguns dos acontecimentos positivos para Góis, como um maior interesse pelas artes, na época em que se disse se ter iniciado o Góis Arte e o GóisFashion, e a criação de infra-estruturas, nomeadamente para as praias fluviais. O «segundo obrigado» foi para José Matos Cruz, antigo responsável pelo jornal "O Varzeense", por ter sido o primeiro a publicar uma notícia sobre Tigo (quando nasceu), a sua exposição de pintura em 1993 um artigo seu no jornal, e o primeiro a ajudá-lo no trabalho sobre a Análise Demográfica na Faculdade, juntamente com Cila. "Grande parte da documentação devo a estas duas pessoas".
Livro com marca da ADIBER, o apoio da ADIBER no livro "Análise Demográfica do Concelho de Góis" insere-se no âmbito de um projecto "Beira-Serra, cultura viva", tendo como base, nessa área, o projecto Leader+, que ajuda financeiramente autores da região da Beira-Serra, caso de Henrique Tigo. "Um documento que é de facto muito importante, por isso ele é merecedor do nosso aplauso e da nossa consideração", salientou Dr. José Cabeças, lamentando contudo os números "nada favoráveis" referentes à população goiense. Ainda que considere que a desertificação não é um problema apenas do concelho, mas também em algumas regiões da Europa, José Cabeças foi peremptório. "Temos de tomar medidas concretas para parar esta desertificação humana".
Enaltecido pelas qualidades profissionais, Joaquim Santos falou, principalmente, do "fiel" amigo
Henrique, do "muito talento", da base educadora que o tornou numa pessoa de "valores vincados" e do "homem de causas".
Segundo Henrique Tigo o livro não é uma obra exaustiva, mas um "pequeno estudo", para o qual o autor recolheu alguns dados e que na sua óptica pode contribuir para que outras pessoas
interessadas pela matéria, consigam desenvolver um trabalho de forma a responder às questões
que fez. "Como nós sabemos, Góis não tem fábricas, não tem postos de emprego, não tem nada",
disse, voltando a perguntar "O que é que nós goienses podemos fazer para desenvolver o concelho de Góis?". Apesar de não ter nascido no concelho, os avós são de Vila Nova do Ceira, pelo que desde muito novo visita a localidade. " A primeira vez que vim a este concelho tinha 19 dias de idade", afirmou, começando a explicar o carinho pela região. "Aqui aprendi a nadar, a andar de bicicleta, aqui fiz amigos, aqui cresci", expressou. Confessou que ia "falar do coração" e nesse sentido, das muitas histórias que disse poder contar, optou pela do médico. Doente com 40 graus de febre, foi encaminhado para o hospital de Góis, tinha 10 anos. "Estava lá um doutor muito simpático que brincou comigo e me salvou a vida", recordou, revelando, "era o doutor José Cabeças", figura que Tigo disse ter uma "profunda admiração" e que se encontrava presente no lançamento do livro, apoiado precisamente pela ADIBER, instituição a que o médico preside. A José Cabeças o geógrafo fez o seu «primeiro obrigado» da tarde e a quem atribuiu alguns dos acontecimentos positivos para Góis, como um maior interesse pelas artes, na época em que se disse se ter iniciado o Góis Arte e o GóisFashion, e a criação de infra-estruturas, nomeadamente para as praias fluviais. O «segundo obrigado» foi para José Matos Cruz, antigo responsável pelo jornal "O Varzeense", por ter sido o primeiro a publicar uma notícia sobre Tigo (quando nasceu), a sua exposição de pintura em 1993 um artigo seu no jornal, e o primeiro a ajudá-lo no trabalho sobre a Análise Demográfica na Faculdade, juntamente com Cila. "Grande parte da documentação devo a estas duas pessoas".
Livro com marca da ADIBER, o apoio da ADIBER no livro "Análise Demográfica do Concelho de Góis" insere-se no âmbito de um projecto "Beira-Serra, cultura viva", tendo como base, nessa área, o projecto Leader+, que ajuda financeiramente autores da região da Beira-Serra, caso de Henrique Tigo. "Um documento que é de facto muito importante, por isso ele é merecedor do nosso aplauso e da nossa consideração", salientou Dr. José Cabeças, lamentando contudo os números "nada favoráveis" referentes à população goiense. Ainda que considere que a desertificação não é um problema apenas do concelho, mas também em algumas regiões da Europa, José Cabeças foi peremptório. "Temos de tomar medidas concretas para parar esta desertificação humana".
Enaltecido pelas qualidades profissionais, Joaquim Santos falou, principalmente, do "fiel" amigo
Henrique, do "muito talento", da base educadora que o tornou numa pessoa de "valores vincados" e do "homem de causas".
Por: jornal de arganil - Diana Duarte
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