Alcochete versus Tratado de Lisboa.
Como técnico de geografia e Português, tenho acompanhado com bastante interessado, o caso Novo Aeroporto de Lisboa, OTA, Alcochete ou Portela +1.
Já nos meus tempos de faculdade, dos docentes nos falavam sobre este caso, que virou “telenovela” com este governo.
No outro dia vi a repetição do "Expresso da Meia-Noite" na SIC Notícias, e foi com enorme prazer “intelectual” que ouvi três importantes personalidades da nossa Engenharia os Prof. Eng. Leite Pinto, Nunes da Silva e José Manuel Viegas, que dissertaram sobre as razões da escolha do Campo de Tiro de Alcochete para instalação do Novo Aeroporto de Lisboa.
Fizeram-no de forma exemplar e distinta, baseados na sua enorme competência técnica e experiência empresarial que, por alguma razão, os tornou dos expoentes máximos no meio.
Numa mesa redonda em que os três jornalistas presentes o convidado José Manuel Mestre e os apresentadores Ricardo Costa e Nicolau Santos - reduziram ao mínimo as suas intervenções, o que só valorizou o seu desempenho como excelentes profissionais, que o são.
Confesso que estava um programa extremamente bem feito e fiquei quase convencido, com a escolha do Campo de Tiro para o novo Aeroporto de Lisboa, não tivesse as minhas próprias convicções, mas não é isso que interessa agora.
Mas o que é que isto tem a ver com o chamado "Tratado de Lisboa"?
Já repararam com é que o nosso digníssimo Primeiro-ministro Eng. Sócrates de uma só cajadada, matou dois coelhos, senão reparem apesar de já saber há mais de um mês as conclusões do estudo do LNEC, só agora o divulgou para quebrar as possíveis “talvez” naturais, mas as evidentes ondas de choque que a decisão sobre o Tratado de Lisboa estava a provocar.
Assim e com a divulgação de uma decisão importante, como é a mudança de opinião do Governo sobre a localização do Aeroporto, que é um assunto de âmbito meramente nacional calou-se, por falta de espaço disponível nos “media", todos aqueles que quisessem manifestar a sua repulsa por terem sido impedidos de manifestarem, em referendo, a sua opinião sobre um papel que, a curto prazo vai retirar a todos nós os Portugueses, numa importante fatia da pouca soberania que nos resta.
É que para mim, o que consta do texto do Tratado de Lisboa é que aos poucos e poucos vão retirar-nos o nosso orgulho e a nossa identidade Lusa.
Sou Português, não sou nacionalista, mas não me sinto a 100% europeu, aliás como alguns milhões de Portugueses, sou um produto do pós 25 de Abril e nasci em Portugal e não na CEE ou UE.
É que aos poucos e poucos tenho visto, desaparecer o Portugal que onde nasci, desapareceram os escudos e nasceram os Euros, que sinceramente não gosto e que preferia não ter…Tenho visto nascerem regras e normas que a comunidade europeia, nos obriga a cumprir, como esta nova parvoíce da Lei do Tabaco…
Estou cansado que nos atirem areia, para os olhos, afinal de contas o aeroporto fica aonde? E quando vamos ter o referendo que nos foi prometo?.
Quando era jovem, sempre me disseram, uma pessoa sem educação não temos futuro, uma pessoa sem curso não tem trabalho… depois ouvi os sucessivos governos, disseram que não temos quadros superiores suficientes, que os Portugueses têm de se especializar, mas o que vejo eu… os recém licenciados, estão desempregados ou a fazerem outras coisas que não a exercerem o curso que tiraram, vejo que cada vez existem mais desempregados em Portugal, mas que têm aumentado as correntes imigratórias quer dos países africanos de língua oficial portuguesa e de brasileiros, quer mais recentemente de cidadãos dos leste da Europa.
Os cidadãos estrangeiros a viver em Portugal, com a sua situação regularizada, são cerca de 435 000, e um sem número de estrangeiros ilegais, e todos os dias estes números aumentam, assim como o número do desemprego.
Temos uma população envelhecida, e então o que é que o governo faz, aumenta os anos de trabalho e congela os empregos, levando a que os recém-licenciados, a se virarem para fora a procura de trabalho, e após de anos e anos de emigração, e quando os números estavam a acalmar, o número de emigrantes está novamente a aumentar, só em 2002 houve 27 358 portugueses, tiveram de emigrar e o que é mais curioso, é que grande parte deste emigrantes foram recém-licenciados que não encontraram colocação para seus cursos em Portugal.
Mas em vez de estarmos preocupados com estes factos e com estes números, estamos preocupados com aeroportos, tratados e vamos vivendo na terra dos sonhos…
Como técnico de geografia e Português, tenho acompanhado com bastante interessado, o caso Novo Aeroporto de Lisboa, OTA, Alcochete ou Portela +1.
Já nos meus tempos de faculdade, dos docentes nos falavam sobre este caso, que virou “telenovela” com este governo.
No outro dia vi a repetição do "Expresso da Meia-Noite" na SIC Notícias, e foi com enorme prazer “intelectual” que ouvi três importantes personalidades da nossa Engenharia os Prof. Eng. Leite Pinto, Nunes da Silva e José Manuel Viegas, que dissertaram sobre as razões da escolha do Campo de Tiro de Alcochete para instalação do Novo Aeroporto de Lisboa.
Fizeram-no de forma exemplar e distinta, baseados na sua enorme competência técnica e experiência empresarial que, por alguma razão, os tornou dos expoentes máximos no meio.
Numa mesa redonda em que os três jornalistas presentes o convidado José Manuel Mestre e os apresentadores Ricardo Costa e Nicolau Santos - reduziram ao mínimo as suas intervenções, o que só valorizou o seu desempenho como excelentes profissionais, que o são.
Confesso que estava um programa extremamente bem feito e fiquei quase convencido, com a escolha do Campo de Tiro para o novo Aeroporto de Lisboa, não tivesse as minhas próprias convicções, mas não é isso que interessa agora.
Mas o que é que isto tem a ver com o chamado "Tratado de Lisboa"?
Já repararam com é que o nosso digníssimo Primeiro-ministro Eng. Sócrates de uma só cajadada, matou dois coelhos, senão reparem apesar de já saber há mais de um mês as conclusões do estudo do LNEC, só agora o divulgou para quebrar as possíveis “talvez” naturais, mas as evidentes ondas de choque que a decisão sobre o Tratado de Lisboa estava a provocar.
Assim e com a divulgação de uma decisão importante, como é a mudança de opinião do Governo sobre a localização do Aeroporto, que é um assunto de âmbito meramente nacional calou-se, por falta de espaço disponível nos “media", todos aqueles que quisessem manifestar a sua repulsa por terem sido impedidos de manifestarem, em referendo, a sua opinião sobre um papel que, a curto prazo vai retirar a todos nós os Portugueses, numa importante fatia da pouca soberania que nos resta.
É que para mim, o que consta do texto do Tratado de Lisboa é que aos poucos e poucos vão retirar-nos o nosso orgulho e a nossa identidade Lusa.
Sou Português, não sou nacionalista, mas não me sinto a 100% europeu, aliás como alguns milhões de Portugueses, sou um produto do pós 25 de Abril e nasci em Portugal e não na CEE ou UE.
É que aos poucos e poucos tenho visto, desaparecer o Portugal que onde nasci, desapareceram os escudos e nasceram os Euros, que sinceramente não gosto e que preferia não ter…Tenho visto nascerem regras e normas que a comunidade europeia, nos obriga a cumprir, como esta nova parvoíce da Lei do Tabaco…
Estou cansado que nos atirem areia, para os olhos, afinal de contas o aeroporto fica aonde? E quando vamos ter o referendo que nos foi prometo?.
Quando era jovem, sempre me disseram, uma pessoa sem educação não temos futuro, uma pessoa sem curso não tem trabalho… depois ouvi os sucessivos governos, disseram que não temos quadros superiores suficientes, que os Portugueses têm de se especializar, mas o que vejo eu… os recém licenciados, estão desempregados ou a fazerem outras coisas que não a exercerem o curso que tiraram, vejo que cada vez existem mais desempregados em Portugal, mas que têm aumentado as correntes imigratórias quer dos países africanos de língua oficial portuguesa e de brasileiros, quer mais recentemente de cidadãos dos leste da Europa.
Os cidadãos estrangeiros a viver em Portugal, com a sua situação regularizada, são cerca de 435 000, e um sem número de estrangeiros ilegais, e todos os dias estes números aumentam, assim como o número do desemprego.
Temos uma população envelhecida, e então o que é que o governo faz, aumenta os anos de trabalho e congela os empregos, levando a que os recém-licenciados, a se virarem para fora a procura de trabalho, e após de anos e anos de emigração, e quando os números estavam a acalmar, o número de emigrantes está novamente a aumentar, só em 2002 houve 27 358 portugueses, tiveram de emigrar e o que é mais curioso, é que grande parte deste emigrantes foram recém-licenciados que não encontraram colocação para seus cursos em Portugal.
Mas em vez de estarmos preocupados com estes factos e com estes números, estamos preocupados com aeroportos, tratados e vamos vivendo na terra dos sonhos…















