Vejam aqui
https://www.youtube.com/watch?v=6el3VFd1EX0
Este Blogsopt é o ponto de vista de Henrique Tigo sobre o Mundo. Enquanto Artista, Geógrafo e acima de tudo Homem Livre e de bons costumes!!!.
A Biblioteca da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa foi palco, recentemente, de uma celebração rara e profundamente emotiva: os 33 anos de carreira literária de Henrique Tigo, autor cuja escrita tem marcado sucessivas gerações de leitores. O encontro juntou escritores, leitores, amigos e admiradores num ambiente onde a literatura se fez festa, memória e partilha.
A cerimónia iniciou-se com uma evocação do percurso de Henrique Tigo, destacando a sua dedicação à palavra escrita e o impacto da sua obra no panorama literário lusófono. Entre romance, crónica, conto e poesia, Tigo construiu uma carreira plural que foi recordada com afeto e reconhecimento.
Em vários momentos, o próprio escritor partilhou histórias e estórias que atravessaram a sua vida e o seu processo criativo relatos inéditos, episódios curiosos e reflexões que revelaram a intimidade entre o autor e a sua obra.
Dois nomes sonantes da expressão poética oral, José Fanha e Francisco Queiroz, elevaram o evento a uma verdadeira celebração artística.
Com a sua reconhecida mestria, Fanha declamou poemas e pequenos textos que ecoaram pela sala, trazendo ritmo, intensidade e humor. A sua presença reforçou o sentido comunitário da literatura: a palavra como encontro.
Francisco Queiroz, por sua vez, brindou o público com interpretações sensíveis, revelando a musicalidade oculta nos textos e ampliando o sentimento de homenagem ao escritor celebrado. A sua declamação destacou o poder da poesia como ponte entre gerações e sensibilidades.
A cerimónia sublinhou a relevância de Henrique Tigo no panorama cultural.
A atmosfera manteve-se sempre calorosa, refletindo o apreço que o público tem pelo autor e a força de uma carreira construída com autenticidade e empenho.
A comemoração na Biblioteca da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa não foi apenas uma homenagem a um escritor; foi uma celebração da literatura enquanto espaço de encontro, emoção e memória. Henrique Tigo, ao completar 33 anos de carreira, reafirma-se como uma voz presente e viva na cultura portuguesa.
A noite terminou com aplausos prolongados, abraços, livros assinados e a certeza de que as palavras quando verdadeiras permanecem.
Pedro Fernandes
Elevador da Glória
Ao longo de quase 50 anos convivendo com os Elevadores da Glória, eles foram mais do que simples meios de transporte; foram testemunhas silenciosas da minha vida, de momentos inesquecíveis. Foram os meus primeiros transportes públicos na infância, os companheiros de tantas jornadas, de risos, de lágrimas, de sonhos e de esperança. Neles, brinquei, li, joguei, namorei, discuti, fiz amigos, fui ao cinema e ao teatro, levaram-me a restaurantes, ansioso por uma entrevista de emprego, e uma alegria imensa ao conquistar uma oportunidade. Cada viagem era uma história, cada passagem, uma emoção guardada na memória.
Hoje, ao chegar ao meu gabinete e ver a calçada da Glória despida dos seus icônicos elevadores amarelos, um silêncio pesado invade o meu coração. Não ouço mais o som da sua passagem, não sinto mais o chão vibrar sob as viagens deles. É uma sensação de perda profunda, uma mistura de tristeza e vazio que corta fundo na alma. Eles eram mais do que máquinas; eram parte da minha história, do meu cotidiano, do nosso mundo. E agora, a sua ausência deixa um vazio que nenhuma palavra consegue preencher.
Vou fazer uma exposição individual de artes plásticas comemorativa dos meus 30 Anos de Carreira, no próximo dia 19 de Outubro pelas 18h na GALERIA MUNICIPAL DE MONTEMOR-O-NOVO - Sito Convento S. João de Deus, 7050-000 Montemor-O-Novo.
Será servido um beberete e Declamação de Poesia de Henrique Tigo por Francisco de Pina Queiroz.
Gostava mesmo de poder contar com a tua presença
Recebe um enorme abraço
Henrique Tigo