sábado, abril 30, 2011

Dia da Mãe



Hoje é dia da Mãe, e que é que posso dizer, sobre a minha Mãe?
Não tenho palavras suficientes para falar sobre ela.
A minha Mãe é aquela cuida, que me aconselha e faz de mim um homem livre e de bons costumes.
Ela, soube sempre compreender os meus momentos, pois para ela serei sempre o seu “menino”, com ela aprendi a enfrentar a vida e não ter medo de nada, e a não deixar que ninguém me pise.
Minha mãe mostrou-me o que é ter PERSISTÊNCIA... Arrastou-me literalmente para a Faculdade, a ela devo o meu curso.
Ensinou-me a ter orgulho nas minhas pequenas vitórias do dia-a-dia e também a ter o mesmo orgulho nas derrotas, mas aprendendo com elas.
Mãe, obrigado por tudo. Se hoje sou o que sou devo-te a ti…
Minha mãe mostrou-me e mostra-me o que é AMOR...

domingo, abril 24, 2011

25 de Abril de 1974


25 de Abril, faz 37 anos.
Mais um ano que volto a escrever sobre o 25 de Abril de 1974 e a sua importância histórica 37 anos depois deste golpe.
O Estado Novo que foi apoiado pelos militares desde 1926, com o inicio da década de setenta dá-se o impensável, os militares começaram a agitar-se, primeiro os generais que não escondiam dissidências, depois as patentes mais baixas martirizadas pela Guerra Colonial. Aliado a isto, o regime aliciava milicianos para o oficialato, gerando um mal-estar entre os capitães do quadro. Assim, alguns iniciaram contactos com os jovens estudantes contestatários, para que se abalançassem a sugerir o derrube do governo, criando uma bola de neve que terminaria numa revolução dos cravos.
Embora tenham sido os militares que começaram o golpe, o verdadeiro revolucionário, foi o povo, que ao contrário dos próprios comunicados dos militares, saíram a rua a exigir Liberdade, o fim da PIDE, da Censura e o fim da Guerra que ceifava a vida dos seus jovens.
A PIDE, que sabia da revolta dos militares e tinha resolvido nada fazer, quando se apercebeu que a situação tinha fugido do seu controle, tentou reagir, abatendo as únicas vítimas mortais deste golpe de estado/revolução por muitos considerada a mais pacífica de sempre.

É triste que 37 anos depois, as novas gerações nada saibam sobre o Estado Novo ou sobre a Revolução dos Cravos. Na minha opinião isto é intencional, pois muitos atores do Estado Novo e do 25 de Abril ainda estão entre nós e uns não querem que se sabia o que fizeram e outros querem que se julgue que fizeram mais do que realmente fizeram, auto intitulando-se assim heróis nacionais.
A verdade é que os que mais fizeram estão calados ou esquecidos muitas vezes ofuscados pelo brilho daqueles que pouco ou nada fizeram, mas que se meteram em bicos de pés.
Eu nasci após o 25 de Abril de 1974, mas toda a minha vida cresci com pessoas que viveram de perto os horrores do Estado Novo e com eles sofreram, mas nunca deixaram de lutar e acreditar num Portugal melhor.
Identifico-me com todos os valores que presidiram à génese e ao desencadeamento esperançoso do 25 de Abril, todavia, os principais objectivos ainda não foram totalmente cumpridos. É um processo contínuo e urgente para não defraudar todos quantos acreditaram num mundo, português e global, que ainda não foi possível construir. O Povo diz, “o Natal é sempre que um homem quiser”, então e parafraseando a expressão, eu diria que “o dia da Liberdade é sempre que nós quisermos”, o que não dispensa que tenha de ser periodicamente lembrado. Com especial atenção para o presente ano, em que não vai existir a tradicional comemoração na Assembleia da República devido a demissão do Governo, dando assim uma excelente desculpa aos partidos de direita não comemorarem mais um aniversário da Liberdade e da Democracia.
Mas a nossa democracia está falida e o que há para comemorar quando a dívida pública portuguesa não parou de crescer nos finais da monarquia e marcou o início da Iª Republica e só interrompida durante o Estado Novo, que viria a ser retomada depois do 25 de Abril de 74, e que em 2010 atingiu o valor mais alto dos últimos 160 anos.
Quando temos um Governo Socialista que desistiu de fazer o socialismo…
Quando temos “candidatos” que se dizem democratas e isentos e depois entram atrás aquele “tacho”, mesmo que desconheçam o programa eleitoral pelo qual se candidatam.
Ficou com uma dúvida será que somos meros figurantes que nos deslocamos às mesas de voto para se provar que foi apenas uma perca de tempo?
Pois os ditos democratas ou candidatos a cargos públicos, só são eleitos para se servirem e servir os seus projectos pessoais. Como disse Ricardo Araújo Pereira O povo votou em Durão Barroso para primeiro-ministro e ele foi para presidente da Comissão Europeia. Votou no Sócrates para primeiro-ministro e ele foi para vice-primeiro-ministro da Angela Merkel e agora é assessor do FMI. Não admira que a democracia seja a melhor dos sistemas: o poder é exercido pelo povo, e o povo é talvez o único soberano que nunca abusa do seu pode. Mais depressa deixa que abusem dele.
Lembro-me de ouvir os meus avós falarem dos tempos em que uma sardinha era para 3, hoje estamos quase na mesma, 37 anos depois de estarmos em Liberdade de estarmos na União Europeia termos a moeda única… podemos ter a maior taxa de desempregados de sempre, podemos ter a maior taxa de quadros superiores, que para sobreviverem, trabalham em restaurantes de fast-food, ou vendem telecomunicações de porta-em-porta, para depois não lhes pagarem.
Mas o povo parece que esta adormecido, já se esqueceu dos ideais de Abril, como dizem os Homens da Luta “ E o Povo…, pá? Quer dinheiro para um carro novo…”
Eu cá por mim, não me esqueço de todos aqueles que, directa ou indirectamente, contribuíram para o 25 de Abril de 1974, mas o verdadeiro 25 de Abril…

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Feliz Natal e Bom Ano Novo



Desejo a todos meus amigos, um Natal repleto de Felicidades, de Amor e Paz.
Que todos nós tenhamos a consciência que o rancor, o ódio, e outros sentimentos mesquinhos a nada levam, apenas corrompem nossa alma.

Que tenhamos a Paz de Espírito para o discernimento correcto de que estamos fazendo aquilo que é justo e correcto para nós e para os nossos semelhantes.


Que tenhamos o prazer de ser útil a alguém. E que o novíssimo ano 2011, seja um ano de muitas transformações e realizações para todos, não só no campo material, mas principalmente na nossa alma, e no nosso "eu" interior.


Desejo que todos tenham o que for justo e perfeito, belo, sereno e louvável.


Que neste Natal os anjos desçam do céu e iluminem o teu sorriso para que ele se torne tão sincero quanto o sorriso de uma criança.


Feliz Natal e Bom Ano Novo

quinta-feira, outubro 28, 2010

Penthouse

Revista erótica ‘Penthouse’ lançada este Portugal



O primeiro número da Penthouse Portugal chega hoje às bancas com uma tiragem de 80 mil exemplares e a missão de trazer um produto "muito completo" ao segmento masculino de revistas deixado pela Playboy e pela FHM.


Penthouse pertence a empresa Hot Publishing, ligada a conteúdos para adultos, e terá um custo mensal de 4,99 euros, com um DVD de 80 minutos de filmes eróticos produzidos pela Penthouse.
O director da revista, José Mascarenhas, não adiantou o investimento feito para trazer o título ao mercado português, mas reconhece que foi "algum, especialmente num clima de crise como o que se vive" actualmente em Portugal.



É uma revista muito completa. Além de uma sessão [fotográfica] portuguesa, a da capa, temos três sessões estrangeiras, e secções de jogos, filmes, carros, artigos longos, artigos curtos, bem pensados que tem noaté uma secção cultural de duas paginas “Arte Erótica” que contará com obras eróticas originais de artistas nacionais, escolhidas pelo consultor artístico da Penthouse Portuguesa o pintor Henrique Tigo.


No 1 numero desta revista, Henrique Tigo escolheu o escultor Pulk, com obras intituladas ECOPonto Vermelho, soubemos que se seguem artistas como Carruço, Prekatado, Bajouca e até o mestre H. Mourato.


A revista encontra-se já nas bancas em 12 países, desta revista que teve a sua primeira edição em 1965 e que é líder de mercado.

Orlando Fernandes

quarta-feira, setembro 01, 2010

Convite Exposição na Apelação

CONVITE

A Direcção do Grupo Recreativo Apelaçonense, tem prazer de convidar V. Exa para a inauguração da Exposição de Pintura de Mestre H. Mourato e Henrique Tigo, inserida nas comemorações do 101º aniversário da G. R. A.


No dia 18 de Setembro de 2010, pelas 18h30 na sua sede sita Rua Nossa Senhora Encarnação, n.º 15 - 2685-689 Apelação.


A exposição estará patente até dia 11 de Outubro de 2010.

sexta-feira, agosto 27, 2010

Eu, sou do Bairro Alto


Eu, sou do Bairro Alto!!!



No meu bilhete de identidade diz: nascido em Alcântara, mas deveria dizer nascido no Bairro Alto, pois foi aí que fui feito, mais propriamente na Rua São Boaventura n.º 87, para onde fui viver assim que saí da maternidade e onde vivi até aos 10 anos.
Vivi a minha infância e grande parte da adolescência nesta zona típica de Lisboa de ruas estreitas e empedradas adjacentes às zonas do Carmo e do Chiado, designado como Bairro Alto, outrora conhecido como Vila Nova dos Andrades
Convivi com cenários e personagens que me deixaram uma memória muito rica (e motivadora), na companhia do meu pai Cresci por redações de jornais já extintos, o Conservatório Nacional (local de trabalho dos meus pais durante vários anos), os bares e casas de fado, bailarinas e arlequins...
Conheci a “fina flor “ das artes e da cultura, na Brasileira do Chiado ou no Coche Real e as suas tertúlias. O meu imaginário infantil está repleto de personalidades públicas que conheci nesse tempo das quais destaco:
O Dr. Gustavo Soromenho, João Mota, Abílio Belo Marques, Carlos Paredes, Adriano Correia de Oliveira, Maluda, Baptista-Bastos, Beatriz Costa, Jesus Ferreira, Agostinho da Silva, Maestro Vitorino de Almeida entre dezenas de outros, que todos os dias tomavam café com o meu pai e que eu acompanhava desde bebé.
Acho que quase tudo o que fiz na minha vida começou no Bairro Alto, senão vejamos: dei os meus primeiros passos nos jardins Príncipe Real e São Pedro de Alcântara; Aprendi a Ler na Rua Luz Suriano onde fiz a escola primária mesmo ao lado do extinto “Diário Popular”; Sobre a minha escola primária, tenho ainda uma estória curiosa, todos os dias antes de ir para as aulas, passava na Rua da Rosa numa padaria que ainda hoje lá existe e comprava, duas bolas de Berlim fresquinhas, acabadinhas de fazer e que levava-as comigo para comer no intervalo. A minha pasta da escola tinha sempre um cheirinho a bolas de Berlim que ainda hoje guardo na minha memória. Nunca mais comi bolas de Berlim como aquelas…
Como já disse, os meus pais trabalhavam no Conservatório Nacional e assim que acabavam as aulas, eu ia para lá e levava os meus colegas da escola para brincarmos. Eles ficavam maravilhados, pois todos os dias conheciam ao vivo e a cores, os actores que lhes entravam pela casa adentro através das Tv´s,. Estou a lembrar-me do Rui Mendes que na altura fazia a serie portuguesa “Duarte e Companhia”, São José Lapa, João Mota, José Peixoto que fazia a serie “Retalhos da Vida de um Medico” e muitos outros… Lá brincávamos livremente, por entre pianos e cenários de uma ou outra peça de teatro ou ópera. Ouvíamos os músicos a tocar e víamos os actores a ensaiar as suas peças. Às vezes íamos ver o meu pai pintar, o que era sempre uma maravilha.
No Bairro Alto tive contacto, com as primeiras exposições de pintura e com as primeiras tertúlias de intelectuais que falavam de assuntos que me viriam  a ajudar no meu crescimento intelectual que para algumas pessoas, até foi precoce…Uma vez numa dessas tertúlias e, como via todos os desenhos feitos nos papéis das mesas, eu também desenhei um. Fiz um retrato do meu pai. Um amigo do meu pai que lá estava, achou piada ao desenho e perguntou-me o que ele representava, ao que eu respondi:
É o retrato do meu pai, que também é artista… No dia seguinte esse desenho saiu no Diário Popular com a seguinte legenda:
“Sou o Henrique Tiago, tenho 4 anos e desenhei o meu pai que também é artista”.
Ah! esse amigo do meu pai era o Mestre Zé de Lemos que fazia o “Riso Amarelo”, no Diário Popular.
Aqui ainda andei na Escola Preparatória Fernão Lopes na Rua das Chagas e depois passei para a Escola Secundária D. Maria I, na Calçada do Combro, escola esta já extinta.
Foi na Biblioteca Municipal Camões que em 1995 fiz a minha primeira exposição individual de pintura, onde estiveram presentes várias personalidades entre as quais o escritor Altino do Tojal, o actor Ricardo Amaro, os jornalistas Manuel Geraldo, Raúl Oliveira, José Matos Cruz e o Dr. Raul Rego que sobre essa exposição escreveu o seguinte:
“Henrique Tigo é filho do pintor H. Mourato, logo está tudo dito. Embora na sua pintura nada os una.
Henrique Tigo é um pintor - livre dos Novos Tempos, é um poeta. Pois para podermos ver a sua pintura, primeiro temos de a ler.
É um pintor original e sensualista agarrado à grande esperança de um Mundo melhor”.
Foi na FAUL, bem em frente ao Jardim São Pedro de Alcântara que entrei para a política também pela mão do saudoso Dr. Raul Rego e pelo Eng. António Guterres.
O mundo dá muitas voltas e passados 30 anos volto para o Bairro Alto, desta vez para trabalhar pois trabalho na Santa Casa da Misericórdia de lisboa, no Largo Trindade Coelho, local onde em criança ia levar as minhas vacinas e onde adquiri uma fobia a seringas.
Mas para mim o Bairro Alto era algo mais, pois nos anos 30 e 40 começaram a dar-se as grandes massas de deslocação populacional, do norte a sul para a capital. Para o Bairro Alto vieram muitas pessoas “Beirãs”, entre as quais os meus avós maternos, que depois de terem casado na Igreja da Encarnação, no Largo Camões e foram morar para a Rua dos Mouros. Foi aí que o meu pai começou a trabalhar numa tipografia, que ficava nessa rua e foi também aí que ele então conheceu e se apaixonou pela minha mãe.
Neste bairro, viviam centenas de pessoas da “terra” nome que se dava a quem era do mesmo concelho e morava em Lisboa. Tinha então, a morar no Bairro Alto, tios, primos e primas.
Bairro Alto é um dos bairros mais pitorescos da cidade com casas seculares e pequeno comércio tradicional, como o Lugar do “Zé do Lugar” que vendia todo o tipo de vegetais e pequenos animais vivos como coelhos, gatos e galinhas. Tínhamos ainda a taberna do “Zé Barata” onde provei pela primeira vez uma pastilha elástica.
Esta zona típica foi construída mais ou menos em plano octogonal em finais do século XVI.
Mudam-se os tempos e o Bairro Alto mudou, deixou de ser uma “Aldeia” dentro da cidade, onde era normal verem-se as chaves na porta ou as portas abertas, para nos anos 80 do século passado, ser a zona mais conhecida da noite Lisboeta, com inúmeros bares e restaurantes a par das casas de Fado. Abandonaram o bairro quase todos os órgãos de imprensa portugueses, o Conservatório Nacional, e as tipografias, com a chegada dos computadores, começaram as fechar ou a mudarem-se para locais mais sossegados.
Parte dos prédios foram ou estão a ser recuperados, mantendo-se a traça original dos mesmos, o que veio permitir a instalação de novos e alternativos espaços comerciais, vendo-se agora desde lojas de multimarca a lojas de tatuagens e body piercing.
Fala-se que o Bairro Alto era uma zona de prostituição e alguma criminalidade, é verdade, mas havia uma certa ética. Quem se dedicava a esse tipo de actividades, não se metia na vida dos moradores e até os “protegiam”. Lembro-me que há pouco tempo, já não vivia no Bairro há mais de 10 anos, tive uma sessão Maçónica ao Bairro Alto à noite, que acabou muito tarde. Quando saí dessa sessão e me deslocava para um Táxi passei, numa rua mais isolada e sombria e vi um grupo dirigir-se a mim… de repente oiço uma voz a dizer:
- É, pá! Não te metas com esse…, ele, nasceu cá no Bairro!
E desapareceram! Eu segui a minha vida e eles a deles, até hoje estou para saber quem foi…
Para todos os efeitos, tenho orgulho em dizer:
- Eu, sou do Bairro Alto!

terça-feira, agosto 24, 2010

Pura das Verdades

A Pura das Verdades.



Não tenho tempo para nada, mas a minha vida já não me pertence, pois afinal, vendo bem, o que fora esta coisa de eu nascer, procriado por uma sociedade que nunca me devotou amor e por um Pais que rapidamente se esqueceu de mim?

Vivera cem anos... ou vivera, apenas, oito ou nove intensamente e o resto fora...?

Discordar disto e daquilo, mas cumprir sempre as vontades e os preconceitos dos outros? Grande e terrível verdade, esta. Para não levar pancada, para ter diante de mim o pão e as sopas... eu obedeci, a professores, a chefes e chefezinhos.

Hoje sou o que os outros me obrigaram a ser... Um homem ajuizado, útil, domesticado, como a massa de um bolo que se deita numa forma e se leva ao forno.

Sou o que eles quiseram que eu fosse — mas mereceu a pena? Mereceu a pena esmagar a criança que em mim viveu para entrar no tal mundo construído por adultos cheios de juízo, muito práticos, muito bem comportados? E que mundo é esse?

Hoje, ainda não posso responder: vivemos um tempo cheio de injustiças e de desigualdades, a abarrotar de hipócritas e malandros. Um tempo habitado por homens e mulheres apressados, autênticos fantoches, avaros de amor e de ternura, onde a maioria nem talvez saiba o que isso é!...

Excerto do livro O Tritão de Romeu Correia
(Tive a sorte de conhecer o Romeu Correia, e este é um dos meus livros preferidos e este excerto representa bem aquilo que acho e penso, só tenho pena de não ter sido eu a escrever isto...)

sábado, julho 31, 2010

Antónia Emília



Parabéns Antónia Emília
No dia 1 de Agosto de 1926, nasceu na Várzea Pequena, Vila Nova do Ceira, Concelho de Góis Antónia Emília Simões dos Santos.

Que cresceu, casou e teve uma filha Maria Fernanda dos Santos Nogueira, que também cresceu e também casou e no dia em que a Antónia Emília fazia 52 anos, nasceu o seu único neto Henrique Tiago Mourato.

Ainda hoje gostaria de saber o que posso dizer sobre a minha avó, que me criou e que teve como prenda de anos o meu nascimento.

Vivíamos a duas ruas de distância e até aos meus 15 anos, quase era na casa dela que eu vivia, mas todos os anos da minha vida quando apagava as velas do meu bolo de anos ela também apagava as dela…

Tenho muito orgulho em ser neto desta Grande mulher, que entretanto foi ficando velhinha e os seus cabelos que eram malhados ficaram todos brancos e aquela mulher que alguns diziam ser a mulher mais bonita de VNC, foi ficando mais pequena agarrada a uma bengala, perdendo a memória, deixando de nos conhecer, e aquela sua força desaparecendo e foi ausentando-se de ser aquele pilar de força da família.

Em Janeiro de 2004, por breves momentos voltou a ter força, brincou, cantou, lembrou-se de todos e de tudo… Mas no dia 28 de Janeiro, fechou os olhos e partiu em paz, aquela paz que merecia.

Com o seu desaparecimento, um pouco da criança que ainda existia em mim, morreu!

Hoje que faço anos e que ela também fazia, ela pode não estar ao meu lado para apagar as velas, mas está no meu coração, nos meus sonhos na minha força e personalidade. Sou quem sou e a ela também o devo.

Onde quer que estejas… Eu estou contigo. Parabéns!!!

Henrique Tiago

domingo, maio 30, 2010

Arte Erótico


Tenho o enorme prazer em convidar V. Exa para a Exposição de Arte Erótica no Salão Erótico de Lisboa no Pavilhão da FIL Lisboa, dia 4 de Junho de 2010 e até dia 6 de Junho entre as 14h e as 01h.

*Participam nesta exposição os seguintes artistas:

Henrique Tigo (Pintura)
Mestre H. Mourato (Pintura),
Pedro Castelo (Fotografia),
Rui Carruço (Pintura),
Fernando Infante do Carmo (Pintura),
Theia Roriz (Pintura)
Carmen Lara (Pintura),
Precatado (pintura),
Rodrigo Alzamora. (Pintura),
Marco Ayres (Pintura),
Pulk (Fotografia),
Silvia Soares (Pintura),
António Sem (Pintura)
David Marques (Pintura).

* *

Desde os primórdios da civilização que existe arte erótica desde dos homens
das cavernas, esses já pintavam imagens que representavam a ideia de
carinho, desejo e coito através de uma representação explicita da ideia.
Desde dessa altura o erotismos floresce e os artistas alimentam as suas
criações, cada vez mais explicitas, como representações claras de desejo e
coito.

Nesta exposição temos um vasto leque de artistas que transmitem ao leitor o
desejo a sonhar com o erotismo e até mesmo descobrir o seu próprio sentido
sexual e erótico.

Acredito que esta exposição exprime bem o erotismo, pretendido com este
Salão Erótico.

Conto com a vossa Presença.
O Comissário da Exposição
Dr.Henrique Tigo*

domingo, janeiro 31, 2010

Arte Postal Fernando Pessoa



Caros Amigos

Tenho o prazer de vós convidar a participar numa exposição de arte portal sobre o Fernando Pessoa.

Podem participar artistas e não artistas, com fotografia, poesia, pintura entre outras.

Todos os trabalhos serão expostos no Museu da República e Resistência , a 13 de Junho de 2010, em Lisboa.

A exposição será inaugurada pelo sobrinho de poeta Fernando Pessoa, Dr. Rosa Dias.

Enviem os vossos trabalhos para:

International Mail Art Call about Fernando Pessoa

A/C
Henrique Tigo

Av. Santa Marta n. 37 2A
2605 - 699 Casal de Cambra
Portugal


Não existirá Júri.
Todos os trabalhos serão expostos.
Os trabalhos não serão devolvidos.

Tema obrigatório: Fernando Pessoa ( Poeta )
Tamanho : 21 cm x 14,85 / ( A5 ) 8,22 inches x 5,84 inches
Técnica Livre
Data Limite: Maio de 2010

terça-feira, dezembro 29, 2009

Exposição Simbolica Maçonica


Exposição: Símbolos da Maçonaria no Museu da República e Resistência descobre arte maçónica





No dia 21 de Dezembro acontece o Solstício de Inverno, uma das datas mais importantes para a Maçonaria. Este ano quisemos marcar a data com uma iniciativa diferente, fazermos uma abertura à população em geral, através das artes plásticas." Quem o diz é Henrique Tigo, pintor e comissário da Exposição de Arte Maçónica, que inaugura hoje, às 19h00, no Museu da República e Resistência, em Lisboa.


A mostra conta com 27 obras de pintura, fotografia e joalharia, e tem como objectivo 'permitir que as pessoas descubram vários segredos e alguns dos mais famosos símbolos'. 'A Maçonaria é feita de símbolos, pelos quais passamos diariamente e nem ligamos', disse o pintor.

Henrique Tigo explicou ao CM a simbologia presente no próprio Museu onde a exposição se realiza: 'O espaço foi construído por Grandella, maçon que criou este bairro para os seus trabalhadores. Construiu dois espaços – este, que era um hospital, e o do lado, que era um infantário. A arquitectura de ambos é maçónica – tem o triângulo no cimo e tem as colunas.'

A exposição é gratuita e estará aberta ao público até 15 de Janeiro, das 10h00 às 18h00, mas apenas hoje estará presente o representante da Loja João Gonçalves Zarco da Grande Loja Legal de Portugal – GLRP, para esclarecer o público. 'Queremos que venha um grande número de pessoas e que faça perguntas', acrescentou o comissário da exposição associada a uma acção de solidariedade social – metade dos lucros revertem a favor de obras de caridade da loja.

OBRAS A PARTIR DE 80 EUROS

A exposição conta com obras de artistas maçons e não-maçons. Estarão representados, entre outros, António Sem, Pedro Castelo e Fernando Almeida, na fotografia; H. Mourato, Henrique Tigo, Sílvia Soares, Carmen Alexandra, Ana Maria Malta, David Marques e Carruço, na pintura; e Prekatado, na joalharia.

As peças estarão à venda com preços entre 80 e cinco mil euros. ‘Templo Maçónico’, de Sílvia Soares, é uma das mais caras.

Sobre a selecção de artistas, Henrique Tigo esclarece: 'Participam estes porque foram os que aceitaram. O mundo artístico é muito complicado.'

A mostra apresenta-se como de Maçonaria no geral porque 'não tem nem a vertente de tradição francesa, nem o rito escocês, nem outros. Não quisemos ser limitativos, porque há artistas que são, há os que não são, depois há uns de um rito, e outros de outro', disse ao CM o comissário da exposição.


Sofia Martins Santos
in Correio da Manha 21/12/2009

Exposição sobre Maçonaria


Espaço Grandella


Na Estrada de Benfica, 419 – Lisboa, situa-se o Museu da República e Resistência, este espaço foi construído por Grandella, maçon que criou este bairro para os seus trabalhadores, a sua arquitectura é maçónica – tem o triângulo no cimo e tem as colunas.
No mesmo encontra-se uma exposição colectiva de artes plásticas, de “Arte Maçónica”, a Maçonaria é uma sociedade, mais discreta que secreta, constituída por pessoas de todos os géneros, de classes, raças e crenças políticas e religiosas, “livres e de bons costumes”, que respeitem a liberdade de consciência e de manifestação do pensamento do outro e que não restrinjam os direitos e a dignidade da pessoa humana nem exijam dela submissão incondicional.
A exposição conta com 27 obras de artistas maçons e não maçons, de pintura, fotografia e joalharia, entre outros encontram-se obras de António Sem, Pedro Castelo e Fernando Almeida, Mestre H. Mourato, Sílvia Soares, Carmen Alexandra, Carruço; e Prekatado, na joalharia e Henrique Tigo pintor e Comissário da Exposição que esclarece:”Este ano quisemos marcar a data com uma iniciativa diferente, fazermos uma abertura à população em geral, através das artes plásticas”, esclarece que é uma oportunidade única para dar a conhecer às pessoas o que é “uma irmandade que se rege por valores como a fraternidade, o amor e a igualdade. A Maçonaria pretende que todos sigam princípios que os levem a viver em harmonia.”
Assim esta exposição transmite-nos a visão destes artistas sobre a Maçonaria, na qual existem artistas maçons e profanos todos trabalhando em harmonia e em fraternidade, pois como a maçonaria é uma associação de carácter universal, cujos membros cultivam a filantropia, justiça social, humanidade, e tem como princípios da liberdade, democracia e igualdade, aperfeiçoamento intelectual e fraternidade.
Esta iniciativa é da Loja João Gonçalves Zarco da Grande Loja Legal de Portugal associada a uma acção de solidariedade social – a verdadeira essência da arte e a do artista poder é a de transformar a realidade de acordo com seus ideais e pensamentos, e como se pode ver nesta exposição os ideais da maçonaria e o dos artistas estão muito próximas.


Orlando Fernandes
Jornalista

sábado, dezembro 19, 2009

Festas Felizes


Nesta época festiva, em que nos sentimos e nos queremos mais próximos uns dos outros, celebramos a solidariedade e a esperança, é em nome desses valores que lhe apresento
a Si e aos seus votos Amigos de Feliz Natal e Bom Ano Novo.

Neste ano novo, eu quero apenas um amigo de verdade, não apenas um companheiro de venturas. Quero poder olhar nos olhos das pessoas e ver a felicidade.

Sentir a paz como algo real, que produz segurança e não apenas uma filosofia.

Planejar um futuro melhor, não apenas para mim e os meus familiares, mas para meus semelhantes.

Quero entoar uma canção que fale mais de amor do que de guerra, que exercite mais o coração do que os músculos esqueléticos, que leve mais à meditação do que à euforia.

Quero atrair mais as pessoas do que repeli-las, quero ouvir noticiários de restauração do ser humano ao invés de ouvir acerca de sua degradação, enfim, quero uma sociedade mais sociável, uma política mais democrática, solidária e justa, um amigo mais presente, uma família mais irmã, um mundo mais humano e igualitário.

Festas Felizes para si e para os seus.
Bom Ano de 2010.
Abraço Fraterno

Henrique Tigo

quinta-feira, outubro 22, 2009

Salão Internacional Erotico de Lisboa 2009

Convite



Tenho o enorme prazer de convidar V. Exa para a inauguração da Exposição Colectiva de Artes Plásticas “Arte Erótica” dia 30 de Outubro de 2009, que se irá realizar no

V SALÃO INTERNACIONAL ERÓTICO DE LISBOA na Fil – Feira Internacional de Lisboa - PARQUE DAS NAÇÕES - PAVILHÃO Nº4 (De 30 DE OUTUBRO a 1 DE NOVEMBRO). Das14h as 23h.


Participam nesta exposição: Henrique Tigo, Mestre H. Mourato, António Sem, Fontes de Deus, Teia Roriz, José D' Almeida Maria Flores e Rui Carruço


Nota de imprensa:


V Salão Internacional Erótico de Lisboa Mais uma vez, aí vem o tão desejado Salão. De 30 de Outubro a 2 de Novembro irá realizar-se o V Salão Internacional Erótico de Lisboa na Feira Internacional de Lisboa (FIL).
Desta vez, Carruço será o comissário da uma exposição colectiva que irá integrar importantes
nomes das artes plásticas tais como : Mestre H. Mourato, Henrique Tigo, António Sem, Fontes de Deus , Teia Roriz, José D' Almeida, Maria Flores e Carruço
O salão tem vindo a revelar-se um sucesso tendo no último ano juntado mais de 40.000 visitantes e este ano esperam-se o dobro.

quarta-feira, outubro 21, 2009

Isto só em Portugal


Isto só em PORTUGAL… Hoje fui para tomar a vacina (obrigatória) anti-tetâno e a mesma está esgotada (a nível nacional) e não sabem quando vai estar disponível. O tétâno é uma doença infecciosa grave que frequentemente pode levar à morte, que pode atingir qualquer pessoa, em qualquer idade. É uma doença grave e por vezes fatal, que atinge o Sistema Nervoso Central. É provocada por um pequeno bacilo móvel, chamado Bacilo Clostridium Tetani (bacilo = microrganismo) É causada pela neurotoxina tetanospasmina que é produzida pela bactéria anaróbica Clostridium tetani.

Quando nos ferimos devido a cortes ou picadas (de agulhas, de pregos, de espinhos de roseira), ou ainda por unhas encravadas, mordeduras de animais ou queimaduras, estes microorganismos entram no corpo através destes ferimentos.

INCUBAÇÃO: O período de incubação do tétano é variável - de poucos dias, a semanas, - uma vez que está directamente relacionado com a distância entre a infecção primária da ferida e o sistema nervoso central.

Os principais sintomas e sinais desta doença são a rigidez do maxilar, dos músculos da barriga (abdómen), das costas e contracções dos músculos faciais, o que produz um sorriso fixo e triste (mais conhecido como riso sardónico). Pode também ocorrer igualmente uma pulsação rápida, febre ligeira, suores, salivação e irritabilidade. Em casos mais graves podem ocorrer arritmias cardíacas, flutuações da tensão arterial, desidratação e espasmos dolorosos (contracção involuntária dos músculos) os quais se afectarem os músculos responsáveis pela respiração podem levar a asfixia. Apesar da gravidade desta doença, o indivíduo está consciente até à morte.

Diagnóstico

O diagnóstico normalmente é feito a partir dos sinais e sintomas do doente e o seu tratamento consiste numa série de injecções com uma antitoxina tetânica. Os casos mais graves podem requerer uma traqueostomia, que consiste na introdução de um tubo na traqueia, o qual servirá para o doente respirar através de um ventilador.

Apesar da gravidade da doença, existe uma maneira de prevenir o seu aparecimento - a VACINAÇÃO. Cumprindo sempre o Calendário do Programa Nacional de Vacinação, esta doença pode ser evitada com uma simples injecção de 10 em 10 anos após os 13 anos de idade.

VACINAS: Após a leitura deste texto, procure o seu Boletim de Vacinas e verifique se as suas e as da sua família estão actualizadas (preste atenção especial aos seus idosos, pois é a população onde existem mais casos de indivíduos não vacinados). Em caso de dúvida, desloque-se ao Centro de Saúde da sua área de residência e contacte os enfermeiros de serviço.

Lembre-se que a vacina antitetânica só é administrada no Centro de Saúde e no Hospital.

DIFERENÇAS: Há uma diferença entre a Imunoglobulina Antitetânica e a Vacina Antitetânica. A primeira, é administrada quando recorre por acidente ou traumatismo ao Serviço de Urgência e no caso de o utente ter dúvidas quanto à validade da sua vacinação antitetânica. A sua função é melhorar as defesas do organismo aumentando a concentração de anticorpos contra o tétano mas tem uma validade de apenas duas a três semanas.

A vacina antitetânica é administrada no Centro de Saúde e confere uma protecção/imunidade durante 10 anos, contudo para isto era necessário haver VACINAS, que pelos nistos não há…

terça-feira, outubro 06, 2009

Apelação "no tempo"


Henrique Tigo, lança novo livro de Geografia.
Apelação “no tempo”





No passado dia 19 de Setembro, no Grupo Recreativo Apelaçonense foi lançado mais um livro do Geógrafo Dr. Henrique Tigo, a apresentação do Livro foi feita pelo Dr. José Verdasca Presidente da Ordem Nacional de escritores, que veio despropósito do Brasil para este lançamento; José Carneiro Presidente do Grupo Recreativo Apelaçonense e ilustre Varzeense; pelo Eng. Demétrio Alves antigo Presidente da Câmara Municipal de Loures e ainda pela Prof.ª Dr. ª Margarida Santos Carvalho e finalmente pelo autor.
O livro tem como titulo Apelação “no tempo” e é um retrato histórico ou geográfico da freguesia da Apelação e ainda faz um breve resumo dos 100 anos do Grupo Recreativo Apelaçonense.
José Verdasca disse: “Tem o leitor entre mãos o trabalho do Henrique Tigo, um artista historiador, que, naturalmente enxerga a história com a sensibilidade própria da estética e da poesia da vida. Assim sendo, a história da Apelação é mais uma obra de arte onde a “paisagem geográfica” nos mostra os contornos físicos de uma freguesia quase rural e a “paisagem humana” é retratada com pinceladas de varias cores e matize s revelando as linhas da alma do seu Povo, Guiado por uma cultura ancestral rica e variada, a produzir comportamentos singulares e únicos que merecem ser conhecidos, pela sua riqueza e particularidade, onde podemos retirar ensinamentos além de lições de humanismo que o leitor inteligente sensibilizará.”
O Eng. Demétrio Alves disse-nos que "A actividade monográfica é muito meritória porque contribui para fixar registos das terras portuguesas, neste caso de uma freguesia do Concelho de Loures e da Área Metropolitana de Lisboa. Apelação, antiga terra de caça, agricultura e veraneio de gentes variadas, vê nos dias que correm multiplicarem-se os sinais da urbanização e um sinal disso está no crescimento demográfico. Uma das maiores riquezas desta freguesia é exactamente o potencial social dos moradores que sempre tiveram uma notável capacidade associativa e colectiva. Por tudo isto parabéns ao Henrique Tigo".
A Prof.ª Margarida Santos Carvalho falou-nos, um pouco do crescimento do Henrique Tigo e quanto tinha orgulho em ter sido professora dele e de quanto ele cresceu enquanto pessoa, geógrafo e artista.
O Presidente do GRA José Carneiro salientou que esta iniciativa teve uma grande adesão e proporcionou agradáveis momentos, junto da comunidade apelaçonense e da população em geral, fez ainda um balanço final muito positivo, tanto na afluência como nas vendas, que ultrapassou todas as expectativas.
Queremos terminar dando os nossos sinceros parabéns ao Henrique Tigo, pelo seu terceiro livro geográfico.

Orlando Fernandes
Jornalista

segunda-feira, outubro 05, 2009

CAVEMAN



"Um espelho de Nós"


No outro dia fui ver a peça CAVEMAN, numa adaptação do texto "Defending the Caveman", do norte-americano Rob Becker, pelo encenador António Pires.

Um espectáculo a solo, de um só actor o Jorge Mourato, um querido amigo e um actor que tem crescido bastante no mundo artístico, e que quanto a mim ninguém faria melhor, este papel do que ele.E não digo isto por ele ser meu amigo e me ter convidado para ir ver a peça, digo porque sinceramente é o que sinto e penso.

Está peça baseia-se nas diferenças entre sexos e na forma como homens e mulheres se relacionam, um retrato da sensibilidade feminina e masculina, em suma a mais antiga guerra do mundo a dos "sexos".

Damos por nós a olhar para um espelho, todos nós já passamos por isto ou aquilo, que nos é apresentado nesta peça, todos nós já a vivemos e pensamos na imagem do homem e da mulher - estereótipos comuns e culturais. A biologia e as diferenças de género, já demos por nós a tentar descobrir as diferenças entre o cérebro masculino e feminino.

E até como nasceu a dita “guerra dos sexos”, as fragilidades da mulher e do homem, e qual é a influência da testosterona nas relações humanas.Até como funciona o cérebro feminino e o seu comportamento empático.Mas além de nos fazer pensar, esta peça além de extremamente cómica e muito bem representada, é educativa pois fala-nos da origem, e das diferenças entre sexos; O estilo de vida dos nossos antepassados e a capacidade mental dos rapazes e raparigas aliados a memória verbal e manipulação de objectos, os papéis do homem e da mulher nas sociedades primitivas, assim como a sua Evolução e as diferenças entre os sexos.

São ainda abordados temas como:

- A guerra dos sexos na área do exercício físico – a força e a resistência.

- A guerra dos sexos nas estradas – a condução automóvel.

- O sentido de orientação e avaliação de distâncias.

Caveman, foi das poucas peças que me fez rir do principio ao fim e ao mesmo tempo que teve a capacidade de fazer pensar na minha vida, enquanto homem e como posso alterar algumas atitudes para melhorar o meu relacionamento com o sexo feminino, além de me ter feito pensar na vida dos nossos antepassados, (homens e mulheres).

Esta peça estará em cena no Teatro Armando Cortez, (Casa do Artista) em Lisboa, e eu sinceramente recomendo, não só pela brilhante interpretação do Jorge Mourato, mas pela sua enorme qualidade filosófica, sociológica e humorística.



Henrique Tigo

terça-feira, agosto 18, 2009

Vandalismo


Acto de Vandalismo em Vila Nova do Ceira
Atentado a memoria do Conselheiro Dr. Octávio Dias Garcia


Este ano quando cheguei de ferias a Vila Nova do Ceira – Várzea Pequena, fiquei feliz e grato a quem se lembrou de dar ao Conselheiro Dr. Octávio Dias Garcia uma rua com o seu nome, pois devemos isso aos que se destacaram entre o melhores.
Os grandes vultos devem ser lembrados e relembrados, pois as vezes a história é cruel para com aqueles que partem. O tempo vai passando e, naturalmente, os seus nomes são menos convocados, menos lembrados, menos revividos. Não perdem a relevância, mas a saudade adocica-se e distende-se.
Para mim esse é o caso do Dr. Octávio, ele está naquele patamar de “injustiça” que nos roubam as pessoas que fazem falta, que alimentam projectos e ideais, que vivem no optimismo do dia seguinte.
Por isso é bom existirem pequenas lembranças desses vultos, mesmo que seja só uma pequena rua no lugar que o viu nascer e crescer, é reconfortante por instantes relembramos aquele amigo, mesmo que dure pouco, pois enquanto dura é como o sol: aquece e marca. Eu pessoalmente tenho muitas e boas recordações deste grande homem.
Mas fiquei triste, envergonhado e revoltado, por saber que alguém tinha destruído e arrancado a placa da parede, ficando só quadro buracos e a maldade de quem praticou tal acto de vandalismo.
A toponímia tem uma grande significado e importância como elemento de identificação, orientação, comunicação e localização dos imóveis urbanos e rústicos, a toponímia é também, enquanto área de intervenção tradicional do poder local, reveladora da forma como o município encara o património cultural.
A toponímia representa um eficiente sistema de referenciação geográfica que o homem necessita e que utiliza para localizar as actividades e os eventos no território.
Além de servirem para reconhecimento público por alguém que de destacou e fez história… Destruir uma placa de identificação de uma rua é crime punível por lei. Assim e segundo a lei ao abrigo do artigo 39.º, n.º 2, alínea a) e artigo 51.º, n.º 4, alíneas f) e g), ambos do Decreto-Lei n.º 100/84, de 29 de Março, na redacção da Lei n.º 18/91, de 12 Junho, disciplina de atribuição de denominação às ruas encontramos no CAPITULO III Contra-ordenações Artigo 15.º Coimas
1 – Constituem contra-ordenações as infracções ao disposto no presente Regulamento puníveis com coima de 25 euros a 250 euros por cada infracção verificada.
2 – A aplicação das coimas a que se refere o número anterior compete ao presidente da Câmara Municipal, revertendo as receitas provenientes da sua aplicação par a Câmara Municipal.
Coimas pequenas para quem comete tal acto de vandalismo e falta de respeito pela cultura, história e tradição de um povo…




Henrique Tigo

sábado, junho 13, 2009

Santo António

Santo António


Como Lisboeta sou devoto de Santo António, o primeiro quadro que pintei foi um Santo António, que ofereci ao Comendador Gil Antunes, criador e director do Museu do Santo.
O Santo António de Lisboa, ou de Pádua, foi um protector dos pobres, o auxílio na busca de objectos ou pessoas perdidas, o amigo nas causas do coração, daí ser conhecido e particularmente venerado popularmente como “casamenteiro”.
Santo António, era um frei franciscano português, que trocou o conforto de uma abastada família burguesa pela vida religiosa.
Contam os livros de história e teologia que o santo nasceu em Lisboa, em 15 de Agosto de 1195, e recebendo o nome de baptismo de Fernando, era o único herdeiro de Martinho, nobre pertencente ao clã dos Bulhões y Taveira de Azevedo.
Sua infância foi tranquila, sem maiores emoções, até que resolveu optar pelo hábito, Fernando preferia a solidão das bibliotecas e dos oratórios às discussões religiosas, isso pelo menos até um grupo de franciscanos cruzar seu caminho, este encontro, por acaso, numa das ruas de Coimbra marcou-o para sempre, resolvendo então dedicar-se a fé, a sua escolha recaiu sobre a ordem de Santo Agostinho.
Santo António era um pregador inspirado, as suas pregações eram tão controversas que chegavam a alterar a rotina das cidades, provocando o fechamento adiantado dos estabelecimentos comerciais, de pregação em pregação, de povoado em povoado, o santo chegou a Pádua, uma vez lá, converteu um grande número de pessoas com seus actos e suas palavras.
Foi para esta cidade que ele pediu que o levassem quando seu estado de saúde piorou, em Junho de 1231. Santo António, porém, não resistiu ao esforço e morreu no dia 13, no convento de Santa Maria de Arcella, às portas da cidade que baptizou de "casa espiritual". Tinha apenas 36 anos de idade.
O pedido do religioso foi atendido dias depois, com seu enterro na Igreja de Santa Maria Mãe de Deus. Anos depois, seus restos foram transferidos para a enorme basílica, em Pádua.
O processo de canonização de frei António encabeça a lista dos mais rápidos de toda a história. Foi aberto meses depois de sua morte, durante o pontificado de Papa Gregório IX, e durou menos de ano.
Santo António de Lisboa, tem direito a um feriado, o feriado de Lisboa a 13 de Junho (data do seu falecimento) é em seu tributo a este Santo Popular e muito amado.
Lisboa está cheia de testemunhos deste Santo, os museus e bibliotecas portuguesas possuem quase tudo o que um erudito pode querer saber sobre este português fora do vulgar, que viveu nos primórdios da nacionalidade.
Santo António, torna-se assim um dos santos de maior devoção de todos os povos e sem dúvida o primeiro português com projecção universal.



Texto e ilustração de Henrique Tigo

sábado, maio 16, 2009

Cristo-Rei


Cristo-Rei
 Faz 50 anos

O Cristo-Rei um dos marcos portugueses faz 50 anos, inspirado no monumento do Cristo Redentor, do Brasil, o Cardeal Patriarca de Lisboa, Dom Manuel Gonçalves Cerejeira, adorou a imagem do Cristo Redentor, e resolveu mandar fazer um monumento de cariz similar em Portugal.


Em 1936, transmitiu esta ideia ao Movimento do Apostolado da Oração, como uma recepção entusiástica. Seguiu-se a sensibilização de todos os bispos do país, tendo sido obtida a proclamação oficial do desígnio no ano seguinte, na Pastoral Colectiva da Quaresma.


Foram escolhidos para esta empreitada, o arquitecto António Lino e o engenheiro D. Francisco de Mello e Castro que assinaram este monumento, que depois de construído foi esculpido à mão num trabalho de minúcia, desenvolvido a mais de cem metros do chão, da responsabilidade do mestre Francisco Franco. Até as barbas de Jesus Cristo foram suavemente esculpidas no seu rosto.


O local escolhido foi em Almada, erguido 215 metros acima do nível do mar e oferecendo uma panorâmica de 360 graus sobre as duas margens do Rio Tejo.


Inaugurado em a 17 de Maio de 1959, o Cristo Rei foi construído como agradecimento por Portugal não ter entrado na II Guerra Mundial, ficando assim como um monumento ligado ao Estado Novo e ao Salazarismo.


Na sua construção foram utilizadas 40 mil toneladas de betão armado e custou aos fiéis mais de 100 mil euros, houve um peditório nacional, até nas escolas primárias onde grande parte dos Portugueses, contribuíram com pelo menos 5 tostões.


Na base do monumento está a capela de Nª. Sr.ª. da Paz, onde se destaca a Imagem de Nossa Senhora de Fátima, criada pelo famoso escultor Leopoldo de Almeida.


Em 1984 a quando do seu 25 aniversário, foi aprovado um plano de ordenamento dos terrenos circundantes, do qual resultou a construção do edifício de acolhimento do Santuário hoje existente. Nesse edifício, funcionam ainda a reitoria e os serviços administrativos, possuindo o mesmo espaço uma capela e diversas salas para exposições e reuniões.


Em 2007 foi inaugurada a chamada Sala Beato João XXIII, contendo 8 quadros inspirados pela encíclica Pax in Terris, da sua autoria. No mesmo dia, foi colocado diante do monumento a Cruz Alta, antigamente pertencente ao Santuário de Fátima, na sequência da construção da nova Basílica daquele local de peregrinação.


E no seu 50 aniversario em 2009, a 17 de Maio, a imagem de Nossa Senhora presente na Capelinha das Aparições em Fátima tornará a estar presente no local (sendo a 16 que a imagem sai de Santuário da Cova de Iria) e o Santuário de Cristo-Rei receberá os Bispos portugueses e, ainda, as relíquias de Santa Margarida Maria Alacoque, a religiosa de Paray-le-Monial a quem Jesus revelou o seu Sagrado Coração.


Hoje em dia o monumento do Cristo-Rei constitui a maior atracção turística do concelho de Almada, sendo visita obrigatória a todo o turista que visite a margem sul.



Texto de Henrique Tigo



quarta-feira, maio 06, 2009

O centro do centro do Pais

Centro Geodésico de Portugal




Este fim-de-semana passado foi ao Centro do centro de Portugal continental ao Centro Geodésico de Portugal.
Saindo de Vila de Rei em direcção à Sertã encontramos uma placa castanha que nos informa do desvio para o Picoto da Milriça e 900m depois encontramos o Centro Geodésico de Portugal o que significa estar no centro do país, é a mesma distancia dali ao Norte como ao Sul, como de Oeste e Este, estamos no centro do centro do Pais.
Com uma altitude de 600 m, este local permite uma visão de 360º sobre um horizonte vastíssimo, em que se destaca a Serra da Lousa e, com tempo limpo, a Serra da Estrela - esta quase a 100 kms.
Encontrei ainda neste local um bonito museu o Museu da Geodesia, com uma Sala de exposição temática, pequeno auditório, loja de recordações e bar, enriquecem este espaço num local que é uma das referências do concelho.
E antes de sairmos do Museu o responsável pelo mesmo oferece-nos um diploma, certificando que estivemos no Centro do Pais.
O Centro Geodésico de Portugal começou a ser construído em 1802, quando foi construído o vértice geodésico da Milriça que pertenceu ao grupo dos primeiros 32 vértices nacionais. Este famoso "Picoto" é uma pirâmide de alvenaria com 3 metros de base e 9 metros de altura, quase com dois séculos de idade.
Os trabalhos da triangulação foram, porém, interrompidos em 1803, por força da situação política da época e mais tarde concluído após 1834. Hoje existem espalhados pelo país cerca de 8 000 vértices geodésicos, muitos dos quais construídos em locais quase inacessíveis.
Foi, graças à abnegação dos geógrafos e cartógrafos do século passado que foi criada a Rede Geodésica Nacional que constitui uma das bases para o conhecimento geográfico do território.
Dados (numa lápide no local):

Localização: Serra da Melriça, freguesia e concelho de Vila de Rei, distrito de Castelo Branco
Latitude: 39º 42' N
Longitude:8º 8' W
Foi uma das primeiras Pirâmides Geodésicas do nosso país a ser construída, em 1802, com 9.a 10 metros de altura e 3 a.5 metros de base
Aqui dirigiu os trabalhos da Triangulação o distinto Eng.º. Caetano Maria Batalha, ornamento da Comissão Geodésica, presidida pelo grande Matemático, depois Tenente-General, Pedro Folque
Em 1952, foi construído um gracioso «Picotito» de 1.20 metros, de altura e com as inscrições, I.G.C. - T.F. 4. (Instituto Geográfico e Cadastral, - Triangulação Fundamental, Picoto nº 4).
Como geógrafo e como Português, gostei muito de ir ao centro do centro, ainda mais quando encontrei tudo tão bem tratado, bem assinalado e com um simpático museu, temos coisas lindas em Portugal que não conhecemos, por isso aconselho todos a irem visitar o Centro Geodésico de Portugal.



Henrique Tigo
Geógrafo

domingo, abril 26, 2009

Dom Nuno de Santa Maria

A Canonização de Dom Nuno de Santa Maria


Dom Nuno Álvares Pereira foi beatificado no dia 23 de Janeiro de 1918 pelo então Papa Bento XV, que consagrou o dia 6 de Novembro ao, então, beato. Iniciado em 1940, o processo de canonização foi posteriormente interrompido e, em 2004 reiniciado.
Tendo para isso muito contribuindo o testemunho da mãe do Comendador Carlos Evaristo, que foi agraciada com um milagre (provado) do nosso novo Santo.
A cura milagrosa reconhecida pelo Vaticano foi relatada por Guilhermina de Jesus, uma sexagenária natural de Vila Franca de Xira, que sofreu lesões no olho esquerdo por ter sido atingida com salpicos de óleo a ferver quando estava a fritar peixe.
A cura de Guilhermina de Jesus, depois de ter pedido a intervenção do Santo Condestável, foi observada por diversos médicos em Portugal e foi analisada por uma equipa de cinco médicos e teólogos em Roma, que a consideraram miraculosa.
Nuno de Santa Maria foi canonizado pelo Papa Bento XVI às 09h 30 m de 26 de Abril de 2009.
A canonização de Dom Nuno Álvares Pereira constitui uma grande honra para todos os Portugueses uma vez que se trata de uma das figuras mais marcantes da nossa História, uma figura em que os Portugueses se revêem como símbolo de amor ao seu País, de defesa corajosa da independência nacional, de vontade de triunfar mesmo nas horas mais difíceis.
De entre os Portugueses felizes com esta canonização encontramos dois conterrâneos, os Comendadores Mestre H. Mourato e o Dr. Henrique Tigo, que já no passado dia 6 de Novembro de 2008, realizaram uma exposição Comemorativa do 90º Aniversário da Beatificação do Beato Nuno de Santa Maria.
A exposição teve como titulo Dom Nuno Alvares Pereira, III Conde de Ourém – Um Santo para o nosso Tempo. Esta exposição foi promovida pelo Real Atelier Dom Carlos I, que é presidido pelo Mestre H. Mourato e contou com o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa, as obras desta exposição ficaram para o espolio da Fundação Oureana e dos Museus Sedes Mundi Reginae e iram passar para o futuro Museu Dom Nuno de Santa Maria a inaugurar brevemente.
A Exposição foi inaugurada por S.A.R O Duque de Bragança D. Duarte Pio de Bragança, O Presidente da Câmara Municipal de Ourém, O Vice-Postulador da Cauda para a Canonização do Beato Nuno de Santa Maria, Frei Francisco José Rodrigues, Comendador Carlos Evaristo e ainda Guilhermina de Jesus, a agraciado com a cura miraculosa de novo Santo Português Dom Nuno de Santa Maria.


O. Fernandes
Jornalista

terça-feira, fevereiro 10, 2009

Carnaval



Quando era mais pequeno, sempre me perguntei porque motivo o Carnaval não era sempre na mesma data, assim como o Natal, Ano Novo ou até os meus anos.
Depois descobri que afinal o termo Carnaval é de origem incerta, embora já no latim medieval, aparecem referencias ao carnem levare ou carnelevarium, palavras dos séculos XI e XII, que significava a véspera da quarta-feira de cinzas, isto é, a hora em que começava a abstinência da carne durante os quarenta dias nos quais, no passado, os católicos eram proibidos pela igreja de comer carne, ou seja o "adeus” simbólico à carne daí o termo "Carnaval".
Durante este período havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade tinha a sua tradição e o seu modo de o comemorar, de acordo com seus costumes.
O Carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do já no século XIX.
Mas voltando um pouco a trás o Carnaval assim bem como todos os feriados eclesiásticos são calculados em função da data da Páscoa, com excepção do Natal 25 de Dezembro.
O Domingo de Páscoa é sempre no primeiro domingo após a primeira Lua Cheia desse ano, que se verificar a partir do equinócio da Primavera que ocorre entre os dias 21 e 22 de Março (no hemisfério norte) ou seja o 14º dia de lua nova é o domingo de Páscoa. Como o primeiro dia da lua nova, antes de 21 de Março, é entre 08 de Março e 05 de Abril, a Páscoa só pode ser entre 22 de Março e 25 de Abril. O domingo de Carnaval é sempre no 7º domingo que antecede ao domingo de Páscoa ou do equinócio do Outono (no hemisfério sul), e a sexta-feira Santa sexta-feira é a que antecede o Domingo de Páscoa, logo a terça-feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa.
Mas mesmo antes do Cristianismo já existia Carnaval, ele tem o seu início em cultos agrários na Grécia, em 605 a.C até 527 a.C. Com o surgimento da agricultura, os homens passaram a comemorar a fertilidade e produtividade do solo. Carnaval Pagão começa quando Pisistráto oficializa o culto a Dionísio na Grécia, no século VII a.C. e, termina, quando a Igreja Católica adopta a festa em 590 d.C.
O primeiro foco de concentração Carnavalesca acontece no Egipto que homenageavam a Deusa Isis e ao Touro Apis. A festa nessa altura não era nada mais que dança e cantoria em volta de fogueiras. Os foliões usavam máscaras e disfarces simbolizando a inexistência de classes sociais.
O Carnaval Cristão passa a existir quando a Igreja Católica oficializa a festa, em 590 d.C.
Embora muitos pensei que o Carnaval começou no Brasil, afinal não, foi em França na cidade de Paris o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nova Orleans nos EUA, Toronto no Canada e o próprio Brasil inspirariam no Carnaval francês para implantar suas novas festas carnavalescas.
Contudo o Carnaval brasileiro surge em 1723, com a chegada de portugueses das Ilhas da Madeira, Açores e Cabo Verde. A principal diversão dos foliões era jogar água uns aos outros. O primeiro registro de baile é de 1840 e em 1855 surgiram os primeiros grandes clubes carnavalescos, precursores das actuais escolas de samba. No início século XX, já havia diversos cordões e blocos, que desfilavam pela cidade durante o Carnaval. A primeira escola de samba foi fundada em 1928 no bairro do Estácio e se chamava Deixa Falar. A partir de então, outras foram surgindo até chegarmos à grande festa que vemos hoje.
Em Portugal existem pessoas que lhe chamam o Entrudo, que já na Idade Média, era o nome que se costumava dar a comemorações do período carnavalesco em Portugal, com uma toda uma série de brincadeiras que variavam de aldeia para aldeia. Em algumas notava-se a presença de grandes bonecos, chamados genericamente de “Entrudo" daí o nome.
Só me resta desejar a todos um Bom Carnaval.






Henrique Tigo

terça-feira, janeiro 06, 2009

Dia de Reis






Estamos a dia 6 de Janeiro, e para os cristãos, hoje é dia de Reis.
Os católicos acreditam que neste dia três Reis Magos: Belchior, Gaspar, e Baltazar, apareceram a Jesus Cristo recém-nascido, levando-lhe oferendas, isto segundo o Evangelho de Mateus.
Segundo este evangelho os reis magos, que não seriam, obrigatoriamente reis nem e, sim, talvez, sacerdotes da religião zoroástrica da Pérsia ou conselheiros dos seus Reis, e diz-se que eram três pela quantia dos presentes oferecidos.
Por outro lado não se sabe sua origem, mas reza a lenda que um dos Reis era negro africano, o outro branco europeu e o terceiro moreno (assírio ou persa), representando a humanidade conhecida da época.
A designação “Mago” era dada, entre os Orientais, à classe dos sábios ou eruditos, contudo esta palavra também era usada para designar os astrólogos. Isto fez com que, inicialmente, se pensasse que estes magos eram sábios astrólogos, membros da classe sacerdotal de alguns povos orientais, como os caldeus, os persas e os medos.
Posteriormente, a Igreja atribuiu-lhes o apelido de “Reis”, em virtude da aplicação liberal que se lhes fez do Salmo 71,10.

Também em relação às idades dos Reis Magos tudo são suposições sem nenhuma base histórica. Só no século XV, se fixou que Belchior teria 60 anos, Gaspar estaria com 40 anos e Baltasar 20 anos.
Segundo reza a história os Magos, viram uma estrela e foram, atrás dela, até a região onde nascera Jesus, dito o Cristo. Assim os magos sabendo que se tratava do nascimento de um rei, foram ao palácio do cruel rei Herodes em Jerusalém na Judéia. Perguntaram eles ao rei sobre a criança. Este disse nada saber. Herodes alarmou-se e sentiu-se ameaçado, e pediu aos magos que, se o encontrassem, falassem a ele, pois iria adorá-lo também, embora suas intenções fossem realmente matá-lo, para não lhe tirar o trono.
Os Magos ainda demoraram a chegar ao local onde tinha nascido e estava o “Deus Menino” e assim atribuiu-se a visita dos Reis Magos o dia 6 de Janeiro.
Lá chegados os ofereceram três presentes ao menino Jesus: Ouro, incenso e mirra, cujo significado e simbolismo espiritual é, juntamente com a própria visitação dos magos, ser um resumo do evangelho e da fé cristã, embora existam outras especulações respeito do significado das dádivas dadas por eles, entre elas temos que os presentes simbolizam, respectivamente, a realeza, a divindade e a paixão de Cristo.
Em alguns países, como Espanha e até no nosso Pais, foi estimulada entre as crianças a tradição é de se deixar sapatos na janela com capim (erva) antes de dormir para que os camelos dos Reis Magos possam se alimentar e retomar viagem. Em troca os Reis magos deixariam doces que as crianças encontram no lugar do capim após acordar. Temos ainda a tradição de Cantar os Reis, uma tradição celebrada realizada no dia de Reis. Grupos ", agrupavam-se vestem-se de caixeiros, de limpadores de chaminés, de feirantes, de instrumentistas, de doutores, de moradores, e até de estrangeiros que invocavam os Reis Magos. Durante a noite do dia 6 de Janeiro estes grupos percorriam as ruas da cidade dançando e tocando em procissões e cantavam às portas das casas.

segunda-feira, dezembro 15, 2008

Góis tema de aula na Universaidade Lusófona

Concelho de Góis –
Tema de Aula na Universidade Lusófona.


Na passada semana na Universidade Lusófona de Lisboa, o nosso Concelho de Góis, foi tema uma aula na Licenciatura de Sociologia, curso que visa, entre outros objectivos, a aquisição de competências de formação geral assentes em materiais de nível avançado em Sociologia.
O ciclo de estudos baseia-se numa organização curricular e em metodologias de ensino/aprendizagem vocacionadas para a aquisição de conhecimento (aprender e saber aprender) e capacidade de sua aplicação, sob a forma de competências, para em momentos posteriores, poder utilizá-las.
Uma das ferramentas mais importantes para um Sociólogo e não só é a Analise Demográfica, com isto em vista o Docente da cadeira com o mesmo nome, Prof. Dr. Manuel Antunes, convidou um seu antigo aluno, para dar uma aula sobre Demografia, esse ex-aluno é agora segundo Manuel Antunes, um dos novos mestres da demografia em Portugal o Dr. Henrique Tigo.
Henrique Tigo, falou então do nosso Concelho e como o Concelho de Góis perdeu mais de metade da população entre 1960/70 e 2001, como nós foi revelado no seu livro “Analise Demográfica do Concelho de Góis, editado pela ADIBER em 2007.
Segundo ele e aquilo que aprendemos na sua aula o concelho de Góis, no distrito de Coimbra, perdeu cerca de sete mil habitantes nos últimos 40 anos, reduzindo para menos de metade a sua população, nas décadas de 1960/1970, este concelho do interior do distrito de Coimbra tinha cerca de 12 mil habitantes, e nos censos de 2001 eram 4.834 os residentes no município.
Explicou ainda que em termos percentuais, é um dos decréscimos mais acentuados dos concelhos e freguesias do distrito de Coimbra.
Numa análise demográfica do concelho entre 1864 e 2001, tendo verificado que, neste período, Góis perdeu dez mil habitantes.
Na perspectiva de Henrique Tigo, este "decréscimo gigantesco" em termos populacionais deve-se, sobretudo, à "falta de estratégia" do poder central e local para fixar pessoas neste concelho do interior do distrito de Coimbra. "Não há empregos nem indústrias para fixar as pessoas",
Segundo o geógrafo, este "decréscimo gigantesco" contraria o equilíbrio da população portuguesa que se verifica desde a década de setenta do século passado.
A perda de população em Góis é um dos exemplos do fenómeno de fuga do interior para o litoral que se verifica em Portugal, salientou ainda Henrique Tigo.
Além da análise demográfica do concelho de Góis e da sua obra, Henrique analisou ainda a história de cada uma das suas cinco freguesias, bem como da fauna e flora, e procede a um levantamento da situação profissional e do emprego no município.
A aula de duas horas, foi pequena para tanto que havia para ensinar sobre o nosso Concelho de Góis, que ficou prometido que Henrique Tigo, irá voltar muito em breve.


O.F.
in Jornal de Arganil, de 12/12/2008

sexta-feira, novembro 28, 2008

Real Atelier Dom Carlos I


Real Atelier Dom Carlos I
(Nasceu mais uma nova Associação Cultural)



Reconhecido como pintor c escultor notável, Dom Carlos de Saxo – Cobwgo Gotha Sabóia e. Bragança, mais tarde aclamado, Rei Dom Carlos I (1889 - 1908) conquistou vários prémios internacionais e teve como admiradores, amigos e colegas tais artistas contemporâneos como Rafael Bordalo Pinheiro e José Malhoa.
Dom Carlos foi também um notável-investigador científico, desportista e automobilista, defensor da história, da arte, da cultura c do progresso. Nascido a 25 de Setembro de 1863, morreu no auge da vida no desprezível atentado de 1 de Fevereiro de 1908 que também vitimou o Príncipe Herdeiro, Duque de Bragança e Conde de Ourém, Dom Luís Filipe.
Por ocasião do 145º aniversário do seu nascimento e no ano centenário da sua morte, quis um grupo de artistas (alguns dos antigos membros da associação Escadote Cultural, presididos pelos Dr. Henrique Tigo) que desde 1995 têm vindo a colaborar com a Fundação Histórico - Cultural Oureana O.C.I.C. na realização de diversas exposições «Amália Rodrigues, Rainha do Fado (1995), Emanuel, Rei da Música Popular Portuguesa (1997), Roberto Leal, Rei da Música Luso - Brasileira (2001), Elvisfcst Portugal (2002), 600 anos do nascimento de Dom Afonso, IV Conde de Ourém, Primogénito da Casa Real Portuguesa (2003), O Elefante do Papa Leão X (2004), Homenagem à Irmã Lúcia (2005), Por Terras do Preste João (2006), 800 Anos da Real Ordem de São Miguel da Ala (2007)», formar o departamento artístico da O.C.I.C. que ficará conhecido como o Real Atelier Dom Carlos I.
Apresentado publicamente a 6 de Novembro de 2008 por ocasião da exposição dedicada a Dom Nuno Alvares Pereira, (I! Conde de Ourém - Um Santo para o Nosso Tempo, o Real Atelier Dom Carlos l, ficará sediado no Castelo de Ourém, contando com o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa e distinguindo-se na sua dedicação à arte e à cultura e exposições encomendadas pela Fundação Oureana para os Museus Sedes Mundi Reginae ou para a campanhas de beneficência da O.C.I.C,
Os Membros Fundadores do Real Atelier Dom Carlos I:
S.A.R. O Duque De Bragança D. Duarte Pio De Bragança; ; Comendador Carlos Evaristo, Comendador Mestre H. Mourato; Comendador Dr. Henrique Tigo, Fernando Infante Do Carmo; Cavaleiro Carlos Bajouca, Cavaleiro Rui Carruço, Ana Maria Malta, e Andrade.
Foi ainda nomeado como Presidente Honorário do Real Atelier D. Carlos I, o Comendador Mestre H. Mourato.

quarta-feira, novembro 19, 2008

Comendadores H. Mourato e Henrique Tigo

Título de Comendador para o Mestre H. Mourato e para o Dr. Henrique Tigo



Dr. Henrique Tigo, recebendo as Comendas das mãos de D. Duarte Pio de Bragança


Realizou-se no encantador e místico Castelo de Ourém, mais uma semana importante semana cultural, dedicada as Comemorações dos 90 anos da Beatificação do Beato Nuno de Santa Maria, que contou com seminários, debates e uma lindíssima exposição organizada pelos dois artistas H. Mourato e Henrique Tigo.
Exposição essa em que alguém disse: -“Que é através da pintura que o mundo se iluminava”.
Da pintura sabem os pintores e sempre foi assim desde o início da cor e da forma, da tonalidade e da luz, e ao contemplarmos a arte de H. Mourato e Henrique Tigo encontramos génio humano sua inspiração arte e beleza, contempladas nesta exposição sobre o Santo Contestável a fé humana em Deus e neste Santo/Herói nacional.
Assim, a arte dentro destes artistas é o desejo afiado de professar a sua fé e busca do criador, de todas as coisas.
Esta Exposição foi visitada por todas as idades e culturas confirmando assim o poder majestoso de D. Nuno Alvares Pereira.
Sua S.A.R O Duque de Bragança D. Duarte Pio de Bragança resolveu atribuir ao Mestre H. Mourato e ao Dr. Henrique Tigo, o título de Comendador da Real Ordem de São Miguel de Ala, (é uma Associação de fiéis Católicos, herdeira das tradições e símbolos da antiga Ordem de Cavalaria Portuguesa dedicada a São Miguel e fundada, segundo a tradição, pelo primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques, depois da tomada de Santarém aos Mouros, em Festa de São Miguel do Monte Gargano, 8 de Maio de 1147. A Ordem de São Miguel da Ala é hoje uma irmandade que servem os interesses do sucessor do Trono, chefiada pelo S.A.R. Dom Duarte de Bragança).
Comendador é alguém que recebeu uma comenda, isto é um benefício que antigamente era concedido a eclesiásticos e a cavaleiros de ordens militares, mas que actualmente costuma designar apenas uma distinção honorífica, no caso dos nossos conterrâneos Mestre H. Mourato e Dr. Henrique Tigo, foi pelos seus méritos artísticos, assim como pelas e actividades humanitárias que tem realizado ao longo de décadas.
Poucos têm este privilégio de serem distinguidos com esta importante Comenda que no passado dia 6 de Novembro de 2008, foi entregue aos dois ilustres artistas por sua S.A.R. Dom Duarte Pio de Bragança no Castelo de Ourém, numa singela cerimónia.
Os nossos sinceros Parabéns aos senhores Comendadores.


Orlando Fernandes
Jornalista