segunda-feira, agosto 15, 2011

Elvis Presley morreu a 34 anos



Elvis Presley morreu a 34 anos

Já todos me ouviram falar dele... Costumo dizer que sou fã do Elvis desde da barriga da minha Mãe, talvez por influência do meu Pai, que também é um fã, ele viveu na mesma época e vestia-se como o Rei, na altura morava em Almada e até lhe chamavam o “Elvis de Almada”.
Mas a verdade é que quando mais estudo, a vida do Elvis mais fã fico, adoro a sua voz a revolução que fez na cultura popular e na música mundial, como dizia John Lenon “ Antes de Elvis não havia nada”.
Porém, o que mais me impressiona é que passados 34 anos o mito está cada vez maior, Elvis é um dos artistas que mais vende, tem um indústria enorme atrás da sua imagem, o marketing a volta dele é gigante, não existe um único dia em que não se fale dele, em milhares de filmes existem referências a ele, filmes com as sua musicas, todos os anos nascem novos clubes de fãs por todo o mundo. Até me Portugal existem dois clubes de fãs.
Como fã do Elvis, já lhe prestei todas as homenagens possíveis, já o pintei dezenas de vezes, participei em exposições de tributo ao Rei, e até já fiz uma exposição em Graceland e estou representado no seu museu, já escrevi inúmeros artigos e até já fiz parte da direcção dos dois clubes de fãs.
Tenho um “santuário” do Elvis em casa, um móvel cheio de objectos do Elvis, além de 150 CD, um sem-número de DVD e VHS e Disco de Vinil, todos os anos no Natal e no meu Aniversário recebo sempre coisas relacionadas com o Rei. E nem imaginam como é difícil encontrar coisas do Elvis em Portugal e quando finalmente aparece alguma coisa ou já tenho ou esgotam logo, aí acho que os comerciantes têm mau olho para o negócio, pois 34 anos depois do seu desaparecimento físico o Elvis vende, e vende mais do que quando era vivo.
Todos os anos no dia 16 de Agosto, milhares de Fãs fizem uma vigília no túmulo de Elvis Presley, em Graceland, na sua casa museu. Os admiradores de Elvis de todo o mundo vão à sua antiga casa para participar da vigília anual à luz de velas e do cortejo que segue até a manhã seguinte. Presley morreu aos 42 anos em Graceland no dia 16 de Agosto de 1977.
Esta vigília a luz das velas é acompanhada por baladas como "If I Can Dream" e "Fools Rush", flores e fotos são colocadas na entrada do local onde fica o túmulo do cantor, onde também estão enterrados os pais de Elvis, Vernon e Gladys, e a avó Minnie Mae. Os fãs aguentam o forte calor e humidade que continua durante toda a noite.
Agora quero deixar aqui alguns factos curiosos sobre a vida de Elvis Presley:
Elvis nasceu em East Tupelo, no dia 8 de Janeiro de 1935.
Elvis morreu no dia 16 de agosto de 1977, aos 42 anos de idade e foi sepultado no cemitério Forest Hills, porém três dias após sua morte tentaram roubar o seu corpo. Após esse episódio, Vernon conseguiu consentimento do governador e transferiu os restos mortais de Elvis e de sua mãe Gladys para os jardins de Graceland em Outubro de 1977.
Elvis era muito religioso, aprendeu a gostar de música na Igreja Batista, gravou inúmeras canções e vários discos Gospel.
Talvez por causa da sua religiosidade, Natal era a festa preferida de Elvis.
A Mansão Graceland é localizada no estado do Tennessee, na cidade Memphis, no subúrbio do bairro de Whitehaven. Seu endereço oficial é: 3764 Elvis Presley Boulevard, Memphis, Tennessee, 38116.
Aos oito anos de idade, Elvis tirou o segundo lugar num concurso de talentos na feirinha do colégio.
Aos 10 anos, ele comprou seu primeiro violão, com ajuda de seus pais.
Seu tio Vester Presley foi quem ensinou Elvis a tocar violão.
Minnie Mae Presley, a avó paterna, também morava em Graceland.
Na música popular, um de seus cantores favoritos era Tom Jones, seu amigo.
"Cleveland Browns", time de futebol americano que o Rei torcia.
Seus atores favoritos eram Marlon Brando, James Dean e Richard Widmark, a atriz era Kim Novak e o ator de comédias era Peter Selles.
O filme que mais gostava era "Patton ­ Rebelde ou Herói".
Seu sabonete preferido era o Neutrogena.
A pasta dental preferida era a Colgate.
Peixe nunca fez parte do cardápio de Elvis.
O refrigerante favorito de Elvis era Pepsi-Cola.
O sanduiche preferido era o de Banana com creme de amendoím.
Elvis adorava cantar "Can't Help Falling in Love" para Lisa Marie dormir .
Segundo pessoas próximas ao rei, a última música cantada e tocada horas antes de sua morte foi "Unchained Melody".
"Almost in Love" de Luís Bonfá, foi a única música composta por um brasileiro que Elvis gravou, em 1969.
O primeiro disco (ainda amador) foi "My Happiness", gravado pela Sun Records em 1953.
O segundo disco "That's All Right" também foi gravado pela Sun Records em 1954.
"Love Me Tender" (1956) primeiro filme de Elvis, foi o primeiro também a ser exibido na televisão dos Estados Unidos em 1963.
Charlie Hodge, o membro mais conhecido da "Máfia de Memphis", fazia parte da banda como vocal e era seu ajudante no palco. Era Charlie que entregava a Elvis o violão, lhe dava água e colocava os lenços em seu pescoço. "Máfia de Memphis" era o nome dado a um grupo de amigos inseparáveis de Elvis, eles serviam de segurança para o cantor onde quer que ele fosse inclusive na sua mansão.
O famoso Coronel Parker (empresário de Elvis), nunca teve na verdade uma patente militar, e seu nome de batismo era Thomas Andrew Parker.
Burbank é o nome da cidade onde foi gravado especial da NBC 68' Comeback Special.
Indianapolis foi a cidade em que Elvis fez seu último show.
Pontiac foi a cidade que deu o maior público na carreira de Elvis num único show, alcançando aproximadamente 60.500 pessoas.
O único país que se apresentou fora dos Estados Unidos foi o Canadá, em 1957.
Fort Hood, no Texas foi a cidade onde iniciou o Serviço Militar.
Foi antes do início das filmagens de "Loving You" que Elvis fez o exame médico para o serviço militar, onde passou com a classificação máxima.
No filme "Charro", Elvis aparece usando barba o tempo todo.
Linda Thompson, uma de suas namoradas, era Miss Tennessee quando conheceu Elvis.
Nos anos 70, Elvis fez 641 shows ao vivo em Las vegas.
Elvis fez 4 apresentações no Madison Square Garden em Nova York no ano de 1972, com um público total estimado em 80.000 pessoas.
Lisa Marie, além da filha, era o nome de um dos aviões de Elvis.
O ator Kurt Russel quando criança trabalhou em um filme de Elvis, anos depois (já adulto) interpretou o próprio cantor no cinema, no filme biográfico "Elvis ­ The Movie" de 1978.
Elvis não teve menos que 149 canções a aparecerem no "Billboard's Hot 100 Pop" (a lista das 100 melhores músicas pops da revista Billboard's) nos Estados Unidos. Dessas canções, 114 estavam situadas acima do quarenta, 40 acima do dez e 18 chegaram ao primeiro lugar. Ele teve também mais de 90 discos listados, sendo que 9 alcançaram o primeiro lugar. Essa mostragem refere-se exclusivamente a lista Pop, e somente nos Estados Unidos. Ele também liderou várias listas, entre elas: Country, R&B, Gospel, e sua lista de sucessos em outros países é substancial.
Em 1994, após anos de especulações em torno da "causa mortis" de Elvis, foi dada ao Médico, Dr. Joseph Davis, chefe do Centro Médico de Dade County, Flórida, a incumbência de tirar a limpo todas as dúvidas sobre o falecimento do Rei. Depois de examinar laudos médicos, depoimentos, posição em que se encontrava o corpo, e a análise do legista (cuja a afirmação era que nenhum tipo de droga ilegal fora encontrada, assim como seus pulmões estavam "completamente limpos"). O Doutor Joseph Davis foi categórico em afirmar que Elvis teve um enfarto fulminante. Possivelmente agravado pelo tipo de alimentação, desgastes e "stress" devido a enorme quantidade de shows e o uso exagerado de remédios.
Em 1992, o Serviço Postal americano anunciou que a imagem de Elvis seria usada num selo comemorativo. Eles limitaram o trabalho de ilustração à duas fases da vida do cantor: a primeira com Elvis simbolizando o jovem Rock'n'Roll da década de 50 e a segunda homenageia o "superstar" da música em 1973, no show "Aloha from Hawaii". Num acontecimento sem precedentes, o USPS (U.S. Postal Service) deixou a decisão por conta da população e distribuiu cédulas de votação por todo o país. Mais de 1.2 milhões de votos foram contados, e o jovem roqueiro obteve a maioria dos votos. O selo foi lançado no dia 8 de Janeiro de 1993, com uma extravagante cerimônia de lançamento em Graceland. O selo Elvis teve a maior publicação sobre qualquer outro selo da história, e ficou no topo da lista dos selos comemorativos mais vendidos de todos os tempos. O Serviço Postal imprimiu 500 milhões de selos, três vezes mais do que o normal. Alguns países, que não os Estados Unidos, também lançaram selos comemorativos em homenagem a Elvis durante esses anos.
Hoje em dia, há mais de 625 fã clubes "conhecidos" em pleno funcionamento por todo o mundo. A popularidade de Elvis nos dias de hoje é muito grande, e seu legado continua cativando novo público. Metade dos visitantes de Graceland tem menos de 35 anos.

sábado, abril 30, 2011

Dia da Mãe



Hoje é dia da Mãe, e que é que posso dizer, sobre a minha Mãe?
Não tenho palavras suficientes para falar sobre ela.
A minha Mãe é aquela cuida, que me aconselha e faz de mim um homem livre e de bons costumes.
Ela, soube sempre compreender os meus momentos, pois para ela serei sempre o seu “menino”, com ela aprendi a enfrentar a vida e não ter medo de nada, e a não deixar que ninguém me pise.
Minha mãe mostrou-me o que é ter PERSISTÊNCIA... Arrastou-me literalmente para a Faculdade, a ela devo o meu curso.
Ensinou-me a ter orgulho nas minhas pequenas vitórias do dia-a-dia e também a ter o mesmo orgulho nas derrotas, mas aprendendo com elas.
Mãe, obrigado por tudo. Se hoje sou o que sou devo-te a ti…
Minha mãe mostrou-me e mostra-me o que é AMOR...

domingo, abril 24, 2011

25 de Abril de 1974


25 de Abril, faz 37 anos.
Mais um ano que volto a escrever sobre o 25 de Abril de 1974 e a sua importância histórica 37 anos depois deste golpe.
O Estado Novo que foi apoiado pelos militares desde 1926, com o inicio da década de setenta dá-se o impensável, os militares começaram a agitar-se, primeiro os generais que não escondiam dissidências, depois as patentes mais baixas martirizadas pela Guerra Colonial. Aliado a isto, o regime aliciava milicianos para o oficialato, gerando um mal-estar entre os capitães do quadro. Assim, alguns iniciaram contactos com os jovens estudantes contestatários, para que se abalançassem a sugerir o derrube do governo, criando uma bola de neve que terminaria numa revolução dos cravos.
Embora tenham sido os militares que começaram o golpe, o verdadeiro revolucionário, foi o povo, que ao contrário dos próprios comunicados dos militares, saíram a rua a exigir Liberdade, o fim da PIDE, da Censura e o fim da Guerra que ceifava a vida dos seus jovens.
A PIDE, que sabia da revolta dos militares e tinha resolvido nada fazer, quando se apercebeu que a situação tinha fugido do seu controle, tentou reagir, abatendo as únicas vítimas mortais deste golpe de estado/revolução por muitos considerada a mais pacífica de sempre.

É triste que 37 anos depois, as novas gerações nada saibam sobre o Estado Novo ou sobre a Revolução dos Cravos. Na minha opinião isto é intencional, pois muitos atores do Estado Novo e do 25 de Abril ainda estão entre nós e uns não querem que se sabia o que fizeram e outros querem que se julgue que fizeram mais do que realmente fizeram, auto intitulando-se assim heróis nacionais.
A verdade é que os que mais fizeram estão calados ou esquecidos muitas vezes ofuscados pelo brilho daqueles que pouco ou nada fizeram, mas que se meteram em bicos de pés.
Eu nasci após o 25 de Abril de 1974, mas toda a minha vida cresci com pessoas que viveram de perto os horrores do Estado Novo e com eles sofreram, mas nunca deixaram de lutar e acreditar num Portugal melhor.
Identifico-me com todos os valores que presidiram à génese e ao desencadeamento esperançoso do 25 de Abril, todavia, os principais objectivos ainda não foram totalmente cumpridos. É um processo contínuo e urgente para não defraudar todos quantos acreditaram num mundo, português e global, que ainda não foi possível construir. O Povo diz, “o Natal é sempre que um homem quiser”, então e parafraseando a expressão, eu diria que “o dia da Liberdade é sempre que nós quisermos”, o que não dispensa que tenha de ser periodicamente lembrado. Com especial atenção para o presente ano, em que não vai existir a tradicional comemoração na Assembleia da República devido a demissão do Governo, dando assim uma excelente desculpa aos partidos de direita não comemorarem mais um aniversário da Liberdade e da Democracia.
Mas a nossa democracia está falida e o que há para comemorar quando a dívida pública portuguesa não parou de crescer nos finais da monarquia e marcou o início da Iª Republica e só interrompida durante o Estado Novo, que viria a ser retomada depois do 25 de Abril de 74, e que em 2010 atingiu o valor mais alto dos últimos 160 anos.
Quando temos um Governo Socialista que desistiu de fazer o socialismo…
Quando temos “candidatos” que se dizem democratas e isentos e depois entram atrás aquele “tacho”, mesmo que desconheçam o programa eleitoral pelo qual se candidatam.
Ficou com uma dúvida será que somos meros figurantes que nos deslocamos às mesas de voto para se provar que foi apenas uma perca de tempo?
Pois os ditos democratas ou candidatos a cargos públicos, só são eleitos para se servirem e servir os seus projectos pessoais. Como disse Ricardo Araújo Pereira O povo votou em Durão Barroso para primeiro-ministro e ele foi para presidente da Comissão Europeia. Votou no Sócrates para primeiro-ministro e ele foi para vice-primeiro-ministro da Angela Merkel e agora é assessor do FMI. Não admira que a democracia seja a melhor dos sistemas: o poder é exercido pelo povo, e o povo é talvez o único soberano que nunca abusa do seu pode. Mais depressa deixa que abusem dele.
Lembro-me de ouvir os meus avós falarem dos tempos em que uma sardinha era para 3, hoje estamos quase na mesma, 37 anos depois de estarmos em Liberdade de estarmos na União Europeia termos a moeda única… podemos ter a maior taxa de desempregados de sempre, podemos ter a maior taxa de quadros superiores, que para sobreviverem, trabalham em restaurantes de fast-food, ou vendem telecomunicações de porta-em-porta, para depois não lhes pagarem.
Mas o povo parece que esta adormecido, já se esqueceu dos ideais de Abril, como dizem os Homens da Luta “ E o Povo…, pá? Quer dinheiro para um carro novo…”
Eu cá por mim, não me esqueço de todos aqueles que, directa ou indirectamente, contribuíram para o 25 de Abril de 1974, mas o verdadeiro 25 de Abril…

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Feliz Natal e Bom Ano Novo



Desejo a todos meus amigos, um Natal repleto de Felicidades, de Amor e Paz.
Que todos nós tenhamos a consciência que o rancor, o ódio, e outros sentimentos mesquinhos a nada levam, apenas corrompem nossa alma.

Que tenhamos a Paz de Espírito para o discernimento correcto de que estamos fazendo aquilo que é justo e correcto para nós e para os nossos semelhantes.


Que tenhamos o prazer de ser útil a alguém. E que o novíssimo ano 2011, seja um ano de muitas transformações e realizações para todos, não só no campo material, mas principalmente na nossa alma, e no nosso "eu" interior.


Desejo que todos tenham o que for justo e perfeito, belo, sereno e louvável.


Que neste Natal os anjos desçam do céu e iluminem o teu sorriso para que ele se torne tão sincero quanto o sorriso de uma criança.


Feliz Natal e Bom Ano Novo

quinta-feira, outubro 28, 2010

Penthouse

Revista erótica ‘Penthouse’ lançada este Portugal



O primeiro número da Penthouse Portugal chega hoje às bancas com uma tiragem de 80 mil exemplares e a missão de trazer um produto "muito completo" ao segmento masculino de revistas deixado pela Playboy e pela FHM.


Penthouse pertence a empresa Hot Publishing, ligada a conteúdos para adultos, e terá um custo mensal de 4,99 euros, com um DVD de 80 minutos de filmes eróticos produzidos pela Penthouse.
O director da revista, José Mascarenhas, não adiantou o investimento feito para trazer o título ao mercado português, mas reconhece que foi "algum, especialmente num clima de crise como o que se vive" actualmente em Portugal.



É uma revista muito completa. Além de uma sessão [fotográfica] portuguesa, a da capa, temos três sessões estrangeiras, e secções de jogos, filmes, carros, artigos longos, artigos curtos, bem pensados que tem noaté uma secção cultural de duas paginas “Arte Erótica” que contará com obras eróticas originais de artistas nacionais, escolhidas pelo consultor artístico da Penthouse Portuguesa o pintor Henrique Tigo.


No 1 numero desta revista, Henrique Tigo escolheu o escultor Pulk, com obras intituladas ECOPonto Vermelho, soubemos que se seguem artistas como Carruço, Prekatado, Bajouca e até o mestre H. Mourato.


A revista encontra-se já nas bancas em 12 países, desta revista que teve a sua primeira edição em 1965 e que é líder de mercado.

Orlando Fernandes

quarta-feira, setembro 01, 2010

Convite Exposição na Apelação

CONVITE

A Direcção do Grupo Recreativo Apelaçonense, tem prazer de convidar V. Exa para a inauguração da Exposição de Pintura de Mestre H. Mourato e Henrique Tigo, inserida nas comemorações do 101º aniversário da G. R. A.


No dia 18 de Setembro de 2010, pelas 18h30 na sua sede sita Rua Nossa Senhora Encarnação, n.º 15 - 2685-689 Apelação.


A exposição estará patente até dia 11 de Outubro de 2010.

sexta-feira, agosto 27, 2010

Eu, sou do Bairro Alto


Eu, sou do Bairro Alto!!!



No meu bilhete de identidade diz: nascido em Alcântara, mas deveria dizer nascido no Bairro Alto, pois foi aí que fui feito, mais propriamente na Rua São Boaventura n.º 87, para onde fui viver assim que saí da maternidade e onde vivi até aos 10 anos.
Vivi a minha infância e grande parte da adolescência nesta zona típica de Lisboa de ruas estreitas e empedradas adjacentes às zonas do Carmo e do Chiado, designado como Bairro Alto, outrora conhecido como Vila Nova dos Andrades
Convivi com cenários e personagens que me deixaram uma memória muito rica (e motivadora), na companhia do meu pai Cresci por redações de jornais já extintos, o Conservatório Nacional (local de trabalho dos meus pais durante vários anos), os bares e casas de fado, bailarinas e arlequins...
Conheci a “fina flor “ das artes e da cultura, na Brasileira do Chiado ou no Coche Real e as suas tertúlias. O meu imaginário infantil está repleto de personalidades públicas que conheci nesse tempo das quais destaco:
O Dr. Gustavo Soromenho, João Mota, Abílio Belo Marques, Carlos Paredes, Adriano Correia de Oliveira, Maluda, Baptista-Bastos, Beatriz Costa, Jesus Ferreira, Agostinho da Silva, Maestro Vitorino de Almeida entre dezenas de outros, que todos os dias tomavam café com o meu pai e que eu acompanhava desde bebé.
Acho que quase tudo o que fiz na minha vida começou no Bairro Alto, senão vejamos: dei os meus primeiros passos nos jardins Príncipe Real e São Pedro de Alcântara; Aprendi a Ler na Rua Luz Suriano onde fiz a escola primária mesmo ao lado do extinto “Diário Popular”; Sobre a minha escola primária, tenho ainda uma estória curiosa, todos os dias antes de ir para as aulas, passava na Rua da Rosa numa padaria que ainda hoje lá existe e comprava, duas bolas de Berlim fresquinhas, acabadinhas de fazer e que levava-as comigo para comer no intervalo. A minha pasta da escola tinha sempre um cheirinho a bolas de Berlim que ainda hoje guardo na minha memória. Nunca mais comi bolas de Berlim como aquelas…
Como já disse, os meus pais trabalhavam no Conservatório Nacional e assim que acabavam as aulas, eu ia para lá e levava os meus colegas da escola para brincarmos. Eles ficavam maravilhados, pois todos os dias conheciam ao vivo e a cores, os actores que lhes entravam pela casa adentro através das Tv´s,. Estou a lembrar-me do Rui Mendes que na altura fazia a serie portuguesa “Duarte e Companhia”, São José Lapa, João Mota, José Peixoto que fazia a serie “Retalhos da Vida de um Medico” e muitos outros… Lá brincávamos livremente, por entre pianos e cenários de uma ou outra peça de teatro ou ópera. Ouvíamos os músicos a tocar e víamos os actores a ensaiar as suas peças. Às vezes íamos ver o meu pai pintar, o que era sempre uma maravilha.
No Bairro Alto tive contacto, com as primeiras exposições de pintura e com as primeiras tertúlias de intelectuais que falavam de assuntos que me viriam  a ajudar no meu crescimento intelectual que para algumas pessoas, até foi precoce…Uma vez numa dessas tertúlias e, como via todos os desenhos feitos nos papéis das mesas, eu também desenhei um. Fiz um retrato do meu pai. Um amigo do meu pai que lá estava, achou piada ao desenho e perguntou-me o que ele representava, ao que eu respondi:
É o retrato do meu pai, que também é artista… No dia seguinte esse desenho saiu no Diário Popular com a seguinte legenda:
“Sou o Henrique Tiago, tenho 4 anos e desenhei o meu pai que também é artista”.
Ah! esse amigo do meu pai era o Mestre Zé de Lemos que fazia o “Riso Amarelo”, no Diário Popular.
Aqui ainda andei na Escola Preparatória Fernão Lopes na Rua das Chagas e depois passei para a Escola Secundária D. Maria I, na Calçada do Combro, escola esta já extinta.
Foi na Biblioteca Municipal Camões que em 1995 fiz a minha primeira exposição individual de pintura, onde estiveram presentes várias personalidades entre as quais o escritor Altino do Tojal, o actor Ricardo Amaro, os jornalistas Manuel Geraldo, Raúl Oliveira, José Matos Cruz e o Dr. Raul Rego que sobre essa exposição escreveu o seguinte:
“Henrique Tigo é filho do pintor H. Mourato, logo está tudo dito. Embora na sua pintura nada os una.
Henrique Tigo é um pintor - livre dos Novos Tempos, é um poeta. Pois para podermos ver a sua pintura, primeiro temos de a ler.
É um pintor original e sensualista agarrado à grande esperança de um Mundo melhor”.
Foi na FAUL, bem em frente ao Jardim São Pedro de Alcântara que entrei para a política também pela mão do saudoso Dr. Raul Rego e pelo Eng. António Guterres.
O mundo dá muitas voltas e passados 30 anos volto para o Bairro Alto, desta vez para trabalhar pois trabalho na Santa Casa da Misericórdia de lisboa, no Largo Trindade Coelho, local onde em criança ia levar as minhas vacinas e onde adquiri uma fobia a seringas.
Mas para mim o Bairro Alto era algo mais, pois nos anos 30 e 40 começaram a dar-se as grandes massas de deslocação populacional, do norte a sul para a capital. Para o Bairro Alto vieram muitas pessoas “Beirãs”, entre as quais os meus avós maternos, que depois de terem casado na Igreja da Encarnação, no Largo Camões e foram morar para a Rua dos Mouros. Foi aí que o meu pai começou a trabalhar numa tipografia, que ficava nessa rua e foi também aí que ele então conheceu e se apaixonou pela minha mãe.
Neste bairro, viviam centenas de pessoas da “terra” nome que se dava a quem era do mesmo concelho e morava em Lisboa. Tinha então, a morar no Bairro Alto, tios, primos e primas.
Bairro Alto é um dos bairros mais pitorescos da cidade com casas seculares e pequeno comércio tradicional, como o Lugar do “Zé do Lugar” que vendia todo o tipo de vegetais e pequenos animais vivos como coelhos, gatos e galinhas. Tínhamos ainda a taberna do “Zé Barata” onde provei pela primeira vez uma pastilha elástica.
Esta zona típica foi construída mais ou menos em plano octogonal em finais do século XVI.
Mudam-se os tempos e o Bairro Alto mudou, deixou de ser uma “Aldeia” dentro da cidade, onde era normal verem-se as chaves na porta ou as portas abertas, para nos anos 80 do século passado, ser a zona mais conhecida da noite Lisboeta, com inúmeros bares e restaurantes a par das casas de Fado. Abandonaram o bairro quase todos os órgãos de imprensa portugueses, o Conservatório Nacional, e as tipografias, com a chegada dos computadores, começaram as fechar ou a mudarem-se para locais mais sossegados.
Parte dos prédios foram ou estão a ser recuperados, mantendo-se a traça original dos mesmos, o que veio permitir a instalação de novos e alternativos espaços comerciais, vendo-se agora desde lojas de multimarca a lojas de tatuagens e body piercing.
Fala-se que o Bairro Alto era uma zona de prostituição e alguma criminalidade, é verdade, mas havia uma certa ética. Quem se dedicava a esse tipo de actividades, não se metia na vida dos moradores e até os “protegiam”. Lembro-me que há pouco tempo, já não vivia no Bairro há mais de 10 anos, tive uma sessão Maçónica ao Bairro Alto à noite, que acabou muito tarde. Quando saí dessa sessão e me deslocava para um Táxi passei, numa rua mais isolada e sombria e vi um grupo dirigir-se a mim… de repente oiço uma voz a dizer:
- É, pá! Não te metas com esse…, ele, nasceu cá no Bairro!
E desapareceram! Eu segui a minha vida e eles a deles, até hoje estou para saber quem foi…
Para todos os efeitos, tenho orgulho em dizer:
- Eu, sou do Bairro Alto!

terça-feira, agosto 24, 2010

Pura das Verdades

A Pura das Verdades.



Não tenho tempo para nada, mas a minha vida já não me pertence, pois afinal, vendo bem, o que fora esta coisa de eu nascer, procriado por uma sociedade que nunca me devotou amor e por um Pais que rapidamente se esqueceu de mim?

Vivera cem anos... ou vivera, apenas, oito ou nove intensamente e o resto fora...?

Discordar disto e daquilo, mas cumprir sempre as vontades e os preconceitos dos outros? Grande e terrível verdade, esta. Para não levar pancada, para ter diante de mim o pão e as sopas... eu obedeci, a professores, a chefes e chefezinhos.

Hoje sou o que os outros me obrigaram a ser... Um homem ajuizado, útil, domesticado, como a massa de um bolo que se deita numa forma e se leva ao forno.

Sou o que eles quiseram que eu fosse — mas mereceu a pena? Mereceu a pena esmagar a criança que em mim viveu para entrar no tal mundo construído por adultos cheios de juízo, muito práticos, muito bem comportados? E que mundo é esse?

Hoje, ainda não posso responder: vivemos um tempo cheio de injustiças e de desigualdades, a abarrotar de hipócritas e malandros. Um tempo habitado por homens e mulheres apressados, autênticos fantoches, avaros de amor e de ternura, onde a maioria nem talvez saiba o que isso é!...

Excerto do livro O Tritão de Romeu Correia
(Tive a sorte de conhecer o Romeu Correia, e este é um dos meus livros preferidos e este excerto representa bem aquilo que acho e penso, só tenho pena de não ter sido eu a escrever isto...)

sábado, julho 31, 2010

Antónia Emília



Parabéns Antónia Emília
No dia 1 de Agosto de 1926, nasceu na Várzea Pequena, Vila Nova do Ceira, Concelho de Góis Antónia Emília Simões dos Santos.

Que cresceu, casou e teve uma filha Maria Fernanda dos Santos Nogueira, que também cresceu e também casou e no dia em que a Antónia Emília fazia 52 anos, nasceu o seu único neto Henrique Tiago Mourato.

Ainda hoje gostaria de saber o que posso dizer sobre a minha avó, que me criou e que teve como prenda de anos o meu nascimento.

Vivíamos a duas ruas de distância e até aos meus 15 anos, quase era na casa dela que eu vivia, mas todos os anos da minha vida quando apagava as velas do meu bolo de anos ela também apagava as dela…

Tenho muito orgulho em ser neto desta Grande mulher, que entretanto foi ficando velhinha e os seus cabelos que eram malhados ficaram todos brancos e aquela mulher que alguns diziam ser a mulher mais bonita de VNC, foi ficando mais pequena agarrada a uma bengala, perdendo a memória, deixando de nos conhecer, e aquela sua força desaparecendo e foi ausentando-se de ser aquele pilar de força da família.

Em Janeiro de 2004, por breves momentos voltou a ter força, brincou, cantou, lembrou-se de todos e de tudo… Mas no dia 28 de Janeiro, fechou os olhos e partiu em paz, aquela paz que merecia.

Com o seu desaparecimento, um pouco da criança que ainda existia em mim, morreu!

Hoje que faço anos e que ela também fazia, ela pode não estar ao meu lado para apagar as velas, mas está no meu coração, nos meus sonhos na minha força e personalidade. Sou quem sou e a ela também o devo.

Onde quer que estejas… Eu estou contigo. Parabéns!!!

Henrique Tiago

domingo, maio 30, 2010

Arte Erótico


Tenho o enorme prazer em convidar V. Exa para a Exposição de Arte Erótica no Salão Erótico de Lisboa no Pavilhão da FIL Lisboa, dia 4 de Junho de 2010 e até dia 6 de Junho entre as 14h e as 01h.

*Participam nesta exposição os seguintes artistas:

Henrique Tigo (Pintura)
Mestre H. Mourato (Pintura),
Pedro Castelo (Fotografia),
Rui Carruço (Pintura),
Fernando Infante do Carmo (Pintura),
Theia Roriz (Pintura)
Carmen Lara (Pintura),
Precatado (pintura),
Rodrigo Alzamora. (Pintura),
Marco Ayres (Pintura),
Pulk (Fotografia),
Silvia Soares (Pintura),
António Sem (Pintura)
David Marques (Pintura).

* *

Desde os primórdios da civilização que existe arte erótica desde dos homens
das cavernas, esses já pintavam imagens que representavam a ideia de
carinho, desejo e coito através de uma representação explicita da ideia.
Desde dessa altura o erotismos floresce e os artistas alimentam as suas
criações, cada vez mais explicitas, como representações claras de desejo e
coito.

Nesta exposição temos um vasto leque de artistas que transmitem ao leitor o
desejo a sonhar com o erotismo e até mesmo descobrir o seu próprio sentido
sexual e erótico.

Acredito que esta exposição exprime bem o erotismo, pretendido com este
Salão Erótico.

Conto com a vossa Presença.
O Comissário da Exposição
Dr.Henrique Tigo*

domingo, janeiro 31, 2010

Arte Postal Fernando Pessoa



Caros Amigos

Tenho o prazer de vós convidar a participar numa exposição de arte portal sobre o Fernando Pessoa.

Podem participar artistas e não artistas, com fotografia, poesia, pintura entre outras.

Todos os trabalhos serão expostos no Museu da República e Resistência , a 13 de Junho de 2010, em Lisboa.

A exposição será inaugurada pelo sobrinho de poeta Fernando Pessoa, Dr. Rosa Dias.

Enviem os vossos trabalhos para:

International Mail Art Call about Fernando Pessoa

A/C
Henrique Tigo

Av. Santa Marta n. 37 2A
2605 - 699 Casal de Cambra
Portugal


Não existirá Júri.
Todos os trabalhos serão expostos.
Os trabalhos não serão devolvidos.

Tema obrigatório: Fernando Pessoa ( Poeta )
Tamanho : 21 cm x 14,85 / ( A5 ) 8,22 inches x 5,84 inches
Técnica Livre
Data Limite: Maio de 2010

terça-feira, dezembro 29, 2009

Exposição Simbolica Maçonica


Exposição: Símbolos da Maçonaria no Museu da República e Resistência descobre arte maçónica





No dia 21 de Dezembro acontece o Solstício de Inverno, uma das datas mais importantes para a Maçonaria. Este ano quisemos marcar a data com uma iniciativa diferente, fazermos uma abertura à população em geral, através das artes plásticas." Quem o diz é Henrique Tigo, pintor e comissário da Exposição de Arte Maçónica, que inaugura hoje, às 19h00, no Museu da República e Resistência, em Lisboa.


A mostra conta com 27 obras de pintura, fotografia e joalharia, e tem como objectivo 'permitir que as pessoas descubram vários segredos e alguns dos mais famosos símbolos'. 'A Maçonaria é feita de símbolos, pelos quais passamos diariamente e nem ligamos', disse o pintor.

Henrique Tigo explicou ao CM a simbologia presente no próprio Museu onde a exposição se realiza: 'O espaço foi construído por Grandella, maçon que criou este bairro para os seus trabalhadores. Construiu dois espaços – este, que era um hospital, e o do lado, que era um infantário. A arquitectura de ambos é maçónica – tem o triângulo no cimo e tem as colunas.'

A exposição é gratuita e estará aberta ao público até 15 de Janeiro, das 10h00 às 18h00, mas apenas hoje estará presente o representante da Loja João Gonçalves Zarco da Grande Loja Legal de Portugal – GLRP, para esclarecer o público. 'Queremos que venha um grande número de pessoas e que faça perguntas', acrescentou o comissário da exposição associada a uma acção de solidariedade social – metade dos lucros revertem a favor de obras de caridade da loja.

OBRAS A PARTIR DE 80 EUROS

A exposição conta com obras de artistas maçons e não-maçons. Estarão representados, entre outros, António Sem, Pedro Castelo e Fernando Almeida, na fotografia; H. Mourato, Henrique Tigo, Sílvia Soares, Carmen Alexandra, Ana Maria Malta, David Marques e Carruço, na pintura; e Prekatado, na joalharia.

As peças estarão à venda com preços entre 80 e cinco mil euros. ‘Templo Maçónico’, de Sílvia Soares, é uma das mais caras.

Sobre a selecção de artistas, Henrique Tigo esclarece: 'Participam estes porque foram os que aceitaram. O mundo artístico é muito complicado.'

A mostra apresenta-se como de Maçonaria no geral porque 'não tem nem a vertente de tradição francesa, nem o rito escocês, nem outros. Não quisemos ser limitativos, porque há artistas que são, há os que não são, depois há uns de um rito, e outros de outro', disse ao CM o comissário da exposição.


Sofia Martins Santos
in Correio da Manha 21/12/2009

Exposição sobre Maçonaria


Espaço Grandella


Na Estrada de Benfica, 419 – Lisboa, situa-se o Museu da República e Resistência, este espaço foi construído por Grandella, maçon que criou este bairro para os seus trabalhadores, a sua arquitectura é maçónica – tem o triângulo no cimo e tem as colunas.
No mesmo encontra-se uma exposição colectiva de artes plásticas, de “Arte Maçónica”, a Maçonaria é uma sociedade, mais discreta que secreta, constituída por pessoas de todos os géneros, de classes, raças e crenças políticas e religiosas, “livres e de bons costumes”, que respeitem a liberdade de consciência e de manifestação do pensamento do outro e que não restrinjam os direitos e a dignidade da pessoa humana nem exijam dela submissão incondicional.
A exposição conta com 27 obras de artistas maçons e não maçons, de pintura, fotografia e joalharia, entre outros encontram-se obras de António Sem, Pedro Castelo e Fernando Almeida, Mestre H. Mourato, Sílvia Soares, Carmen Alexandra, Carruço; e Prekatado, na joalharia e Henrique Tigo pintor e Comissário da Exposição que esclarece:”Este ano quisemos marcar a data com uma iniciativa diferente, fazermos uma abertura à população em geral, através das artes plásticas”, esclarece que é uma oportunidade única para dar a conhecer às pessoas o que é “uma irmandade que se rege por valores como a fraternidade, o amor e a igualdade. A Maçonaria pretende que todos sigam princípios que os levem a viver em harmonia.”
Assim esta exposição transmite-nos a visão destes artistas sobre a Maçonaria, na qual existem artistas maçons e profanos todos trabalhando em harmonia e em fraternidade, pois como a maçonaria é uma associação de carácter universal, cujos membros cultivam a filantropia, justiça social, humanidade, e tem como princípios da liberdade, democracia e igualdade, aperfeiçoamento intelectual e fraternidade.
Esta iniciativa é da Loja João Gonçalves Zarco da Grande Loja Legal de Portugal associada a uma acção de solidariedade social – a verdadeira essência da arte e a do artista poder é a de transformar a realidade de acordo com seus ideais e pensamentos, e como se pode ver nesta exposição os ideais da maçonaria e o dos artistas estão muito próximas.


Orlando Fernandes
Jornalista

sábado, dezembro 19, 2009

Festas Felizes


Nesta época festiva, em que nos sentimos e nos queremos mais próximos uns dos outros, celebramos a solidariedade e a esperança, é em nome desses valores que lhe apresento
a Si e aos seus votos Amigos de Feliz Natal e Bom Ano Novo.

Neste ano novo, eu quero apenas um amigo de verdade, não apenas um companheiro de venturas. Quero poder olhar nos olhos das pessoas e ver a felicidade.

Sentir a paz como algo real, que produz segurança e não apenas uma filosofia.

Planejar um futuro melhor, não apenas para mim e os meus familiares, mas para meus semelhantes.

Quero entoar uma canção que fale mais de amor do que de guerra, que exercite mais o coração do que os músculos esqueléticos, que leve mais à meditação do que à euforia.

Quero atrair mais as pessoas do que repeli-las, quero ouvir noticiários de restauração do ser humano ao invés de ouvir acerca de sua degradação, enfim, quero uma sociedade mais sociável, uma política mais democrática, solidária e justa, um amigo mais presente, uma família mais irmã, um mundo mais humano e igualitário.

Festas Felizes para si e para os seus.
Bom Ano de 2010.
Abraço Fraterno

Henrique Tigo

quinta-feira, outubro 22, 2009

Salão Internacional Erotico de Lisboa 2009

Convite



Tenho o enorme prazer de convidar V. Exa para a inauguração da Exposição Colectiva de Artes Plásticas “Arte Erótica” dia 30 de Outubro de 2009, que se irá realizar no

V SALÃO INTERNACIONAL ERÓTICO DE LISBOA na Fil – Feira Internacional de Lisboa - PARQUE DAS NAÇÕES - PAVILHÃO Nº4 (De 30 DE OUTUBRO a 1 DE NOVEMBRO). Das14h as 23h.


Participam nesta exposição: Henrique Tigo, Mestre H. Mourato, António Sem, Fontes de Deus, Teia Roriz, José D' Almeida Maria Flores e Rui Carruço


Nota de imprensa:


V Salão Internacional Erótico de Lisboa Mais uma vez, aí vem o tão desejado Salão. De 30 de Outubro a 2 de Novembro irá realizar-se o V Salão Internacional Erótico de Lisboa na Feira Internacional de Lisboa (FIL).
Desta vez, Carruço será o comissário da uma exposição colectiva que irá integrar importantes
nomes das artes plásticas tais como : Mestre H. Mourato, Henrique Tigo, António Sem, Fontes de Deus , Teia Roriz, José D' Almeida, Maria Flores e Carruço
O salão tem vindo a revelar-se um sucesso tendo no último ano juntado mais de 40.000 visitantes e este ano esperam-se o dobro.

quarta-feira, outubro 21, 2009

Isto só em Portugal


Isto só em PORTUGAL… Hoje fui para tomar a vacina (obrigatória) anti-tetâno e a mesma está esgotada (a nível nacional) e não sabem quando vai estar disponível. O tétâno é uma doença infecciosa grave que frequentemente pode levar à morte, que pode atingir qualquer pessoa, em qualquer idade. É uma doença grave e por vezes fatal, que atinge o Sistema Nervoso Central. É provocada por um pequeno bacilo móvel, chamado Bacilo Clostridium Tetani (bacilo = microrganismo) É causada pela neurotoxina tetanospasmina que é produzida pela bactéria anaróbica Clostridium tetani.

Quando nos ferimos devido a cortes ou picadas (de agulhas, de pregos, de espinhos de roseira), ou ainda por unhas encravadas, mordeduras de animais ou queimaduras, estes microorganismos entram no corpo através destes ferimentos.

INCUBAÇÃO: O período de incubação do tétano é variável - de poucos dias, a semanas, - uma vez que está directamente relacionado com a distância entre a infecção primária da ferida e o sistema nervoso central.

Os principais sintomas e sinais desta doença são a rigidez do maxilar, dos músculos da barriga (abdómen), das costas e contracções dos músculos faciais, o que produz um sorriso fixo e triste (mais conhecido como riso sardónico). Pode também ocorrer igualmente uma pulsação rápida, febre ligeira, suores, salivação e irritabilidade. Em casos mais graves podem ocorrer arritmias cardíacas, flutuações da tensão arterial, desidratação e espasmos dolorosos (contracção involuntária dos músculos) os quais se afectarem os músculos responsáveis pela respiração podem levar a asfixia. Apesar da gravidade desta doença, o indivíduo está consciente até à morte.

Diagnóstico

O diagnóstico normalmente é feito a partir dos sinais e sintomas do doente e o seu tratamento consiste numa série de injecções com uma antitoxina tetânica. Os casos mais graves podem requerer uma traqueostomia, que consiste na introdução de um tubo na traqueia, o qual servirá para o doente respirar através de um ventilador.

Apesar da gravidade da doença, existe uma maneira de prevenir o seu aparecimento - a VACINAÇÃO. Cumprindo sempre o Calendário do Programa Nacional de Vacinação, esta doença pode ser evitada com uma simples injecção de 10 em 10 anos após os 13 anos de idade.

VACINAS: Após a leitura deste texto, procure o seu Boletim de Vacinas e verifique se as suas e as da sua família estão actualizadas (preste atenção especial aos seus idosos, pois é a população onde existem mais casos de indivíduos não vacinados). Em caso de dúvida, desloque-se ao Centro de Saúde da sua área de residência e contacte os enfermeiros de serviço.

Lembre-se que a vacina antitetânica só é administrada no Centro de Saúde e no Hospital.

DIFERENÇAS: Há uma diferença entre a Imunoglobulina Antitetânica e a Vacina Antitetânica. A primeira, é administrada quando recorre por acidente ou traumatismo ao Serviço de Urgência e no caso de o utente ter dúvidas quanto à validade da sua vacinação antitetânica. A sua função é melhorar as defesas do organismo aumentando a concentração de anticorpos contra o tétano mas tem uma validade de apenas duas a três semanas.

A vacina antitetânica é administrada no Centro de Saúde e confere uma protecção/imunidade durante 10 anos, contudo para isto era necessário haver VACINAS, que pelos nistos não há…

terça-feira, outubro 06, 2009

Apelação "no tempo"


Henrique Tigo, lança novo livro de Geografia.
Apelação “no tempo”





No passado dia 19 de Setembro, no Grupo Recreativo Apelaçonense foi lançado mais um livro do Geógrafo Dr. Henrique Tigo, a apresentação do Livro foi feita pelo Dr. José Verdasca Presidente da Ordem Nacional de escritores, que veio despropósito do Brasil para este lançamento; José Carneiro Presidente do Grupo Recreativo Apelaçonense e ilustre Varzeense; pelo Eng. Demétrio Alves antigo Presidente da Câmara Municipal de Loures e ainda pela Prof.ª Dr. ª Margarida Santos Carvalho e finalmente pelo autor.
O livro tem como titulo Apelação “no tempo” e é um retrato histórico ou geográfico da freguesia da Apelação e ainda faz um breve resumo dos 100 anos do Grupo Recreativo Apelaçonense.
José Verdasca disse: “Tem o leitor entre mãos o trabalho do Henrique Tigo, um artista historiador, que, naturalmente enxerga a história com a sensibilidade própria da estética e da poesia da vida. Assim sendo, a história da Apelação é mais uma obra de arte onde a “paisagem geográfica” nos mostra os contornos físicos de uma freguesia quase rural e a “paisagem humana” é retratada com pinceladas de varias cores e matize s revelando as linhas da alma do seu Povo, Guiado por uma cultura ancestral rica e variada, a produzir comportamentos singulares e únicos que merecem ser conhecidos, pela sua riqueza e particularidade, onde podemos retirar ensinamentos além de lições de humanismo que o leitor inteligente sensibilizará.”
O Eng. Demétrio Alves disse-nos que "A actividade monográfica é muito meritória porque contribui para fixar registos das terras portuguesas, neste caso de uma freguesia do Concelho de Loures e da Área Metropolitana de Lisboa. Apelação, antiga terra de caça, agricultura e veraneio de gentes variadas, vê nos dias que correm multiplicarem-se os sinais da urbanização e um sinal disso está no crescimento demográfico. Uma das maiores riquezas desta freguesia é exactamente o potencial social dos moradores que sempre tiveram uma notável capacidade associativa e colectiva. Por tudo isto parabéns ao Henrique Tigo".
A Prof.ª Margarida Santos Carvalho falou-nos, um pouco do crescimento do Henrique Tigo e quanto tinha orgulho em ter sido professora dele e de quanto ele cresceu enquanto pessoa, geógrafo e artista.
O Presidente do GRA José Carneiro salientou que esta iniciativa teve uma grande adesão e proporcionou agradáveis momentos, junto da comunidade apelaçonense e da população em geral, fez ainda um balanço final muito positivo, tanto na afluência como nas vendas, que ultrapassou todas as expectativas.
Queremos terminar dando os nossos sinceros parabéns ao Henrique Tigo, pelo seu terceiro livro geográfico.

Orlando Fernandes
Jornalista

segunda-feira, outubro 05, 2009

CAVEMAN



"Um espelho de Nós"


No outro dia fui ver a peça CAVEMAN, numa adaptação do texto "Defending the Caveman", do norte-americano Rob Becker, pelo encenador António Pires.

Um espectáculo a solo, de um só actor o Jorge Mourato, um querido amigo e um actor que tem crescido bastante no mundo artístico, e que quanto a mim ninguém faria melhor, este papel do que ele.E não digo isto por ele ser meu amigo e me ter convidado para ir ver a peça, digo porque sinceramente é o que sinto e penso.

Está peça baseia-se nas diferenças entre sexos e na forma como homens e mulheres se relacionam, um retrato da sensibilidade feminina e masculina, em suma a mais antiga guerra do mundo a dos "sexos".

Damos por nós a olhar para um espelho, todos nós já passamos por isto ou aquilo, que nos é apresentado nesta peça, todos nós já a vivemos e pensamos na imagem do homem e da mulher - estereótipos comuns e culturais. A biologia e as diferenças de género, já demos por nós a tentar descobrir as diferenças entre o cérebro masculino e feminino.

E até como nasceu a dita “guerra dos sexos”, as fragilidades da mulher e do homem, e qual é a influência da testosterona nas relações humanas.Até como funciona o cérebro feminino e o seu comportamento empático.Mas além de nos fazer pensar, esta peça além de extremamente cómica e muito bem representada, é educativa pois fala-nos da origem, e das diferenças entre sexos; O estilo de vida dos nossos antepassados e a capacidade mental dos rapazes e raparigas aliados a memória verbal e manipulação de objectos, os papéis do homem e da mulher nas sociedades primitivas, assim como a sua Evolução e as diferenças entre os sexos.

São ainda abordados temas como:

- A guerra dos sexos na área do exercício físico – a força e a resistência.

- A guerra dos sexos nas estradas – a condução automóvel.

- O sentido de orientação e avaliação de distâncias.

Caveman, foi das poucas peças que me fez rir do principio ao fim e ao mesmo tempo que teve a capacidade de fazer pensar na minha vida, enquanto homem e como posso alterar algumas atitudes para melhorar o meu relacionamento com o sexo feminino, além de me ter feito pensar na vida dos nossos antepassados, (homens e mulheres).

Esta peça estará em cena no Teatro Armando Cortez, (Casa do Artista) em Lisboa, e eu sinceramente recomendo, não só pela brilhante interpretação do Jorge Mourato, mas pela sua enorme qualidade filosófica, sociológica e humorística.



Henrique Tigo

terça-feira, agosto 18, 2009

Vandalismo


Acto de Vandalismo em Vila Nova do Ceira
Atentado a memoria do Conselheiro Dr. Octávio Dias Garcia


Este ano quando cheguei de ferias a Vila Nova do Ceira – Várzea Pequena, fiquei feliz e grato a quem se lembrou de dar ao Conselheiro Dr. Octávio Dias Garcia uma rua com o seu nome, pois devemos isso aos que se destacaram entre o melhores.
Os grandes vultos devem ser lembrados e relembrados, pois as vezes a história é cruel para com aqueles que partem. O tempo vai passando e, naturalmente, os seus nomes são menos convocados, menos lembrados, menos revividos. Não perdem a relevância, mas a saudade adocica-se e distende-se.
Para mim esse é o caso do Dr. Octávio, ele está naquele patamar de “injustiça” que nos roubam as pessoas que fazem falta, que alimentam projectos e ideais, que vivem no optimismo do dia seguinte.
Por isso é bom existirem pequenas lembranças desses vultos, mesmo que seja só uma pequena rua no lugar que o viu nascer e crescer, é reconfortante por instantes relembramos aquele amigo, mesmo que dure pouco, pois enquanto dura é como o sol: aquece e marca. Eu pessoalmente tenho muitas e boas recordações deste grande homem.
Mas fiquei triste, envergonhado e revoltado, por saber que alguém tinha destruído e arrancado a placa da parede, ficando só quadro buracos e a maldade de quem praticou tal acto de vandalismo.
A toponímia tem uma grande significado e importância como elemento de identificação, orientação, comunicação e localização dos imóveis urbanos e rústicos, a toponímia é também, enquanto área de intervenção tradicional do poder local, reveladora da forma como o município encara o património cultural.
A toponímia representa um eficiente sistema de referenciação geográfica que o homem necessita e que utiliza para localizar as actividades e os eventos no território.
Além de servirem para reconhecimento público por alguém que de destacou e fez história… Destruir uma placa de identificação de uma rua é crime punível por lei. Assim e segundo a lei ao abrigo do artigo 39.º, n.º 2, alínea a) e artigo 51.º, n.º 4, alíneas f) e g), ambos do Decreto-Lei n.º 100/84, de 29 de Março, na redacção da Lei n.º 18/91, de 12 Junho, disciplina de atribuição de denominação às ruas encontramos no CAPITULO III Contra-ordenações Artigo 15.º Coimas
1 – Constituem contra-ordenações as infracções ao disposto no presente Regulamento puníveis com coima de 25 euros a 250 euros por cada infracção verificada.
2 – A aplicação das coimas a que se refere o número anterior compete ao presidente da Câmara Municipal, revertendo as receitas provenientes da sua aplicação par a Câmara Municipal.
Coimas pequenas para quem comete tal acto de vandalismo e falta de respeito pela cultura, história e tradição de um povo…




Henrique Tigo