terça-feira, junho 04, 2019

17º Livro do escritor Henrique Tigo, apresentado na 89º Feira do Livro de Lisboa


“Estórias do meu eu”, é o último livro de Henrique Tigo, este novo livro, é um livro de crónicas, estórias das vivências deste autor com várias personalidades tais como: Dr. Jorge Sampaio (antigo Presidente da República), Edmundo Pedro, Álvaro Cunhal, Fernando Valle, Altino do Tojal, Eduardo Olímpio entre outros.
Além dessas vivências este livro fala-nos das suas preocupações e inquietações enquanto Homem-livre, cidadão e Artista.
Algumas destas cronicas já tinhas sido publicadas em revistas e jornais tais como; Visão, Sábado, Público, Comarca de Arganil, Jornal de Arganil, Varzeense entre outros.
Este que foi o 17º livro deste autor, que só em 2019 já apresentou “Fotobiografia de H. Mourato”, “Poesia entre Colunas” e este “Estórias do meu eu”.

Texto – David Silva




Fotos - Luís Rosa

quinta-feira, maio 23, 2019

Estórias do meu eu



"Estórias do meu eu" deste que é o 17 livro do escritor Henrique Tigo.
Trata-se de um livro de crónicas de várias estórias das vivências deste autor com várias personalidades tais como: Jorge Sampaio, Edmundo Pedro, Álvaro Cunhal, Fernando Valle, Altino do Tojal, Eduardo Olímpio entre outros. Este livro fala-nos dos seus ídolos além das suas preocupações e inquietações enquanto Homem, cidadão e Artista. 

segunda-feira, maio 13, 2019

quarta-feira, abril 24, 2019

Lançamento do livro Poesia Entre Colunas





Poesia Entre Colunas, marca o regresso de Henrique Tigo a poesia, este que é o seu 16 livro publicado, e o 6 de poesia. Lançado no dia internacional do Livro, no Teatro Passagem de Nível em Alfornelos.
Este livro traz-nos poemas com um toque autobiográficos, que captam fragmentos da vida deste artista multifacetado, que acaba de assinalar 25 anos de carreira como artista-plástico.
Henrique Tigo é um artista brilhante sem medo de ser sincero, que batalha com ideias e preocupações e que as coloca no papel em forma de poesia, mas de uma forma tão genial e em profunda liberdade.
Não posso deixar de recomendar este livro a quem ama literatura e em especial poesia, digo mais:  "Isto é poesia e da Boa!"

Paulo Marcelo

segunda-feira, abril 15, 2019

A minha Mãe declamado por Jorge Mourato

Poema " A minha Mãe" do livro Poesia Entre Colunas de Henrique Tigo, declamado pelo actor Jorge Mourato

sexta-feira, abril 05, 2019

Poesia Entre Colunas

Já a venda o meu último livro
Poesia Entre Colunas
Encomendas através: henrique.meo@gmail.com

segunda-feira, abril 01, 2019

Apresentação da Fotobiografia H. Mourato em Santiago do Cacém

No passado sábado dia 30 de Março aconteceu na biblioteca Manuel da Fonseca em Santiago do Cacém um pequeno evento que marcou a apresentação pública do livro H. Mourato Fotobiografia, de um dos santiaguenses de Mérito e, um dos Melhores na sua arte (pintura, retrato e, escultura), o Mestre H. Mourato. O evento Cultural, teve o patrocínio da autarquia de Santiago do Cacém que comprou 150 livros para oferecer a população de Santiago do Cacém e oferecer as escolas, bibliotecas do Concelho.

Este livro foi escrito por Henrique Tigo, sendo está a 15 obra deste artista. Ficamos a saber pela editora Calçadas das Letras, que em Maio será lançado mais um livro deste autor com o título “Estórias do meu Eu”.

sexta-feira, março 22, 2019

Exposição dos 25 anos de Carreira de Henrique Tigo

Henrique Tigo, é Pintor, escultor, gravador, poeta, escritor, gastrónomo e professor é considerado por muitos o “homem dos sete instrumentos” pela forma pluridisciplinar de agir em diversos campos profissionais e artísticos, sendo-lhe reconhecidas, ao longo dos anos, capacidades únicas de organização e empreendedorismo.
Licenciado em Geografia e Mestrado em Ciência Política.
Tem exposto individual e colectivamente desde 1993, conta mais de 400 exposições em Portugal e além-fronteiras em países como: Itália, França, Espanha, Alemanha, Reino-Unido, Polónia, Japão e Brasil entre outros.
Está representado em inúmeros museus e organismo públicos e privados em Portugal e no Estrangeiro.
A Convite da Provedoria da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Henrique Tigo comemora os seus 25 anos de Carreira no Espaço Santa Casa em Lisboa.


Sobre esta exposição:
Exposição de pintura de Henrique Tigo
25 anos de Pintura ComTigo

A exposição de pintura de Henrique Tigo está patente no Espaço Santa Casa no Largo Campo Santa Clara junto à feira da Ladra.
Entrei, fiz uma passagem rápida de olhar pela sala a fim de me aperceber da dimensão da obra de Henrique Tigo.
Os meus olhos fixaram-se em alguns quadros de um conjunto de quarenta que fazem parte da exposição.
Um olhar mais atento pude observar o traço, a leveza das cores, a combinação da luz e os contrastes que o artista aplica na sua técnica de
pintor.
Os quadros também nos levam numa viagem ao interior da consciência do pintor, porque se sente a sua revolta, a sua imaginação e contemplação do
belo, a sua poesia em pintura lê-se como uma partitura.
A evolução do seu crescimento como artista está bem vincado no traço fino, que as cores da sua paleta misturaram.
A sua técnica como pintor está truncada com o tema da evolução humana os seus mitos e realidades, muito bem retratada nas telas da exposição
O retrato que tem por nome os lábios da menina, convida-nos a mergulhar na beleza das cores e na sensualidade do traço.
A exposição é uma mistura de sons e imagens que teremos que sentir ao visitar a obra do pintor.
Os quadros representam a energia, o sentimento e o vigor do autor.

 Lisboa 21 de Março de 2019
António Barbosa Oliveira

terça-feira, março 19, 2019

25 Anos ComTigo Exposição de Pintura



25 Anos ComTigo – Exposição de Pintura

Arte e contextos
Numa experiência inédita, Joshua Bell, famoso violinista, tocou incógnito durante 45 minutos numa estação de Metro em hora de ponta.
Despertou pouca atenção.
Ninguém reparou nele, nem que tocava um Stradivarius de 1713 avaliado em 3 milhões de euros.
Foi simplesmente ignorado.
Segundo Mark L director de uma galeria de arte em NY, se tirarmos uma pintura famosa de um museu e a colocarmos num restaurante,
ninguém notará.
Não vamos cair no mesmo erro.
O Tigo é….
-escritor
-poeta
-pintor
Temos um stradivarius da poesia, da escrita, da pintura perto de nós e não damos conta.
Tanta palavra para dizer que a obra do colega Tigo deve ser apreciada com atenção.
Abram os olhos e a mente.
Aproveitem esta maravilhosa exposição

David
Jornalista



segunda-feira, março 18, 2019

25 Anos ComTigo Exposição de Pintura na SCML (Espaço Santa Casa)

Sobre esta Exposição

Henrique Tigo completou no ano passado, quarenta anos de vida e vinte e cinco anos de uma vasta carreira artística, que representa e simboliza muitas das dimensões criativas da sua longa vida artística.
Desenho, xilogravura, serigrafia, escultura e a pintura foram as formas de arte que utilizou e que apresentou em inúmeras exposições em Portugal e no estrangeiro.
Fez a sua primeira exposição com quinze anos e, desde então, apresentou as suas obras em vários países da Europa, da Espanha à Polónia, mas também no Brasil e até passou pelo Japão.
Foi comissário e criador de Bienais de arte além de diretor de galerias de arte. Não é de menos referir que é assíduo colaborador na ilustração de capas de livros, CDs, jornais e revistas.
É com agrado e merecido reconhecimento que as suas obras se têm materializado em numerosos museus e organismos públicos e privados.
Sendo o Henrique um colaborador da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, é com enorme contentamento que o Espaço Santa Casa recebe a sua exposição comemorativa de 25 anos de Carreira.
Como seu amigo, tenho acompanhado a sua carreira nestas últimas décadas, por isso tenho a forte convicção de que esta exposição vai ser de grande agrado do nosso público e onde vamos todos aprender com a sua irreverência artística e com o seu grande amor pela arte e pela cultura.


Sérgio Cintra 

sexta-feira, fevereiro 22, 2019

Henrique Tigo fala sobre o Pai H. Mourato


Foi finalmente lançada a Fotobiografia do Mestre H. Mourato, numa edição da `Calçada das Letras´.
A obra, que teve o seu lançamento no passado dia 8 de Fevereiro, no `Teatro Passagem de Nível´ em Alfornelos.
A mesma foi apresentada por Severino Moreira (Pai Natal), Eng. António Santos Rosa pelo autor Dr. Henrique Tigo.
Esta obra merece integrar as estantes de todos quantos valorizam e acarinham as pessoas que às Artes dão o seu melhor esforço e reconhecido talento.
Sobre este livro o Presidente da Assembleia da República Dr. Eduardo Ferro Rodrigues escreveu no Posfácio.
 “Fiz questão de escrever algumas palavras, para o Mestre H. Mourato, como sinal de reconhecimento institucional por esta vida dedicada à pintura, escultura e à ilustração.
Aprendeu com grandes mestres; as suas obras estão espalhadas por inúmeras colecções e foram expostas em vários pontos do mundo.
O teatro e a dança também beneficiaram da sua criatividade e da sua qualidade artística.
Com raízes fortes na sua terra Santiago do Cacém, o Mestre H. Mourato é um verdadeiro artista do mundo.
Muitos parabéns pela sua obra e carreira”.
Este é o 15 livro publicado pelo Dr. Henrique Tigo, mas até ao fim deste ano, este escritor ainda vai lançar mais dois novos livros.
Devido ao enorme sucesso deste obra e o facto da mesma já se encontrar praticamente esgotada a Editora Calçada das Letras informou que vai já fazer a segunda edição desta Fotobiografia de H. Mourato que retrata os últimos 70 anos de vida e 50 anos de carreira do Mestre H. Mourato, uma viagem pela sua vida e carreira através de mais de 500 fotos e textos, críticas e depoimentos de quem partilhou estes últimos anos com o Mestre.

Fotobiografia de H. Mourato




Veja a reportagem da TV Amadora em:
https://www.tvamadora.com/Home/Video/6241


https://www.youtube.com/watch?v=RnOd0sHyrSM&t=22s

terça-feira, fevereiro 12, 2019

Lançamento da Fotobiografia de H. Mourato

O lançamento do 15 livro de Henrique Tigo Fotobiografia H. Mourato
Apresentada no passado dia 8 de Fevereiro de 2019 pelas 19h no Teatro Passagem de Nível - Auditório de Alfornelos - Praça José Afonso, 15 E, C.C. Colina do Sol, Lj. 55, 2700-495 Amadora.
Fotobiografia de Mestre H. Mourato, retrata os últimos 70 anos de vida e 50 anos de carreira do Mestre H. Mourato, uma viagem pela sua vida e carreira através de mais de 500 fotos e textos, críticas e depoimentos de quem partilhou estes últimos anos com o Mestre.
«Fiz questão de escrever algumas palavras, para o Mestre H. Mourato, como sinal de reconhecimento institucional por esta vida dedicada à pintura, escultura e à ilustração.

Aprendeu com grandes mestres; as suas obras estão espalhadas por inúmeras colecções e foram expostas em vários pontos do mundo.
O teatro e a dança também beneficiaram da sua criatividade e da sua dualidade artística.
Com raízes fortes na sua terra Santiago do Cacém, o Mestre H. Mourato é um verdadeiro artista do mundo.
Muitos parabéns pela sua obra e carreira»

Eduardo Ferro Rodrigues
Presidente da Assembleia da República


 .




Este livro conta com textos, críticas e depoimentos de diversas personalidades entre elas destacamos:
Águeda Sena, António Alçada Baptista, António Ramalho Eanes, Alberto Pimenta, Afonso Almeida Brandão, Amélia Vieira, Arquimedes da Silva Santos, Augusto Rodrigues, Barão Rabasquinho, Carlos do Carmo, Carlos Carranca, Edgardo Xavier, Edmundo Pedro, Eduardo Afonso, Eduardo Ferro Rodrigues, Guilherme Leite, H. Mourato, Henrique Ribeiro, Henrique Tigo, JP Blanchon, Joaquim Braga, Joaquim Evónio, Jorge Ganhão, Jorge Listopad, Jorge Lopes, José Peixoto, Luís Filipe Castro Mendes, Luís Roza Dias, Miguel Honrado, Maria Barroso Soares, Pedro Barroso, Rodrigo Vaz, Rui Zink, Vítor Melícias, Severino Moreira, Teresa Rita Lopes, Vítor Ferreira

quinta-feira, dezembro 13, 2018

segunda-feira, agosto 27, 2018

Tratamento entre Confrades


Tratamento entre Confrades.

Faz-me confusão, como é que as pessoas entram, fazem parte ou dirigem uma coisa, que não sabe o que são.
Como por exemplo, uma Confraria e o que é uma Confraria, ou ainda mais em concreto uma Confraria Gastronómica; e sobre Confraria no dicionário encontramos: Por confradaria de frade < Lat. fratre, irmão s. f., associação com ou sem fins religiosos; irmandade; congregação; conjunto de pessoas da mesma categoria, com os mesmos interesses ou com a mesma profissão; sociedade; associação.
Assim faz-me muita confusão quando assistimos, nos capítulos de entronização, começam a tratar os confrades pelos seus títulos académicos ou outros, afinal de contas estamos numa confraria ou seja uma irmandade, nas confrarias isto é inadmissível, uma vez que uma confraria é uma irmandade, e não se trata um Irmão por Dr., Eng., ou Arq., ou qualquer outro título.
Embora esteja igualmente errado, até dou de barato, que se tratem por Vocês, porque desconhecem a que “você” não existem na Língua portuguesa, até porque mesmo em certas regiões de Portugal, especialmente nas zonas desenvolvidas como as cidades, o tratamento por você é considerado diminuidor, tradicionalmente a resposta é "você é linguagem de estrebaria!", e é considerado até uma forma de insulto ou de desvalorização. Num contexto mais formal, o “você” é substituído por "senhor", "senhora" ou, na maioria das vezes, simplesmente não se recorre a um sujeito.
Uma Confraria, irmandade ou fraternidade é um grupo de pessoas que se associa em torno de interesses ou objetivos comuns, seja o mesmo ofício, a mesma profissão, modo de vida ou religiosos ou espirituais.
O termo origina-se da Idade Média, a referir-se a associações religiosas ou laicas, que se reuniam com a dupla finalidade - espiritual e assistencial.
As confrarias laicas ou corporativas eram associações que tinham como finalidade a assistência mútua dos associados e a defesa dos interesses comuns, a assistência em caso de pobreza, doença e velhice, bem como o sepultamento e sufrágio das almas dos confrades.
Das Confraria laicas, nasceram as Confraria Gastronómicas, que nasceram com a finalidade da defesa de um produto local, regional ou nacional, não deixando que o mesmo se perca com o tempo e salientando as suas origens e tradições.
Acho que está na altura das pessoas, que estão ou vão entrar para uma confraria saibam a história e tradição do que é uma confraria e como se devem tratar dentro da mesma.
Afinal das Confraria não foram criadas de certeza para serem feiras das vaidades.
Um povo que não conhece a sua história está condenado a não saber projectar bom futuro”.

Henrique Tigo
Grão-mestre da Confraria dos Enchidos

sexta-feira, agosto 24, 2018

Barão de Alfornelos

Barão de Alfornelos 


Por direito próprio tem o Senhor Barão de Alfornelos, Dom Henrique Tiago Nogueira Afonso Mourato ( Henrique Tigo) as suas armas registadas no Real Conselho de Nobreza. As referidas nobres armas estão ordenadas da seguinte forma:
De Azur, com um Leão rampante, coroado, de ouro, segurando na garra dextra uma corbeille de três Romãs de prata; correia de gules, paquife e virol de Azur e Prata. Coroa de barão. Timbre o leão coroado sainte e rampante.
Romãs
Fruto oriundo da antiga Pérsia, há quem acredite que as romãs eram uma fruta do Paraíso. A origem do seu nome vem do latim ‘pomum’ (maçã) ‘granatus ‘ (com sementes). Os arquivos cuneiformes da Mesopotâmia já tinham referências às romãs. Por causa da sua casca grossa as romãs resistem mais do que outras frutas às variações meteorologicas. Por isso foram usadas como alimento nas travessias do deserto. 
A Sagrada Escritura ensina que as romãs são símbolos de Rectidão ou Honradez. O livro do Êxodo explica que as romãs estavam esculpidas no Templo de Salomão em Jerusalém. Cada romã possui 613 sementes. Tantas, quantos os provérbios judaicos (Mitzvots) inscritos na Tora. 
O estilo Manuelino esculpido na pedra dos mosteiros dos Jerónimos, da Batalha ou de Tomar, tem nas romãs uma presença permanente. Nos edifícios simbólicos do reinado de D.Manuel I, sobretudo nos domínios da Ordem de Cristo vislumbram-se com frequência três romãs sobre a Esfera Armilar. Cristóvão Colombo parecia ter relações muito íntimas mas secretas com a Ordem de Cristo. Um dos aspectos que o aproximam desta Ordem é o seu apego ao culto do Espírito Santo e a Jerusalém. O retrato de Cristóvão Colombo está representado na “Virgem dos Navegantes” pintado cerca de 25 anos depois do seu falecimento pelo pintor alemão Alejo Fernandéz (c. 1470 - 1545) que regista no vestuário de Colombo, um padrão de três romãs. Não se sabe se para afirmar as raizes judaicas de Colombo. Sabe-se que o navegador chamou Granada a uma das primeiras ilhas que descobriu.
Leão
Símbolo de força, grandeza e nobreza de condição. Foi com as marcas da sua casa real que sua majestade o rei Kigeli V quis assinalar e distinguir, este novo barão. 
É todo este simbolismo da rectidão e honradez, da terra geográfica conhecida, da união das diferenças, da ligação ao Espírito Santo e ao Templo de Salomão que este já antes homem de bem, carregará nas armas que o assinalam como barão.

Sou abstémio

Sou abstémio!

Vivemos num dos países com maior consumo de bebidas alcoólicas e no pais com maior consumo de vinho do mundo. Numa altura em que tanto se fala de bullying, esquecem-se das pessoas que sofrem de bullying por serem abstémios.
Eu sou, abstêmio assumido. Nunca bebi vinho nem cerveja na minha vida e por isso sou vítima de “bullying” porque em Portugal, ainda temos a mentalidade que “Macho que é Macho tem de beber”.
Não necessito de beber para me divertir ou saborear uma bela refeição. Quem disse que a comida só é boa se acompanhada por vinho?
As pessoas não percebem ou não querem perceber o quanto são “chatas” e mal-educados com a questão do beber vinho e vivo num grande dilema: como convencer a todos que sou feliz sem beber e que gosto de estar sóbrio?
Ser abstémio para mim é natural e nunca ninguém nunca me obrigou a ser abstémio foi por opção própria, aliás o meu pai e os avós eram apreciadores de bom vinho, mas nunca me aborreceram por eu não querer beber.
Fiz parte da comissão de praxes na faculdade e sobrevivi a esses tempos sem beber nada, aí, onde eram comuns as rodadas e mais rodadas nos bares perto do campus da Universidade e até havia o Rally das Tascas. Eu fiz tudo: mesmo tudo, diverti-me, ri, chorei, emocionei-me e até amei mas, sempre sóbrio.
Hoje como Grão-mestre de uma confraria gastronómica mantenho-me com o meu estado de abstémia, e não é fácil pois anda tudo à minha volta a “melgar”: É hoje que vais beber, bebe isto e aquilo, é hoje, de hoje não passa…
Chega, se eu estive 40 anos sem beber, se ninguém me conseguiu convencer a beber vinho ou cerveja, não vão ser as “melgas” que acham que têm graça que o vão conseguir… Eu nunca digo, nunca, nem digo que um dia possa querer experimentar, mas será quando me apetecer, até lá, chega!
Portugal têm a maior taxa de acidentes mortais por causa da ingestão de bebidas alcoólicas, mas mesmo assim, as pessoas continuam a beber e a meterem-se no carro, colocando a sua vida, e a dos outros, em risco, e ainda chateiam os outros para beber. Eu sou abstêmio e o que me oferecem nos meus anos e no Natal? Garrafas de Vinho!
É como os que se dizem católicos, que não comem carne na Quarta-Feira de Cinzas, nas sextas-feiras da Quaresma e na Sexta-Feira Santa, porque representa o Corpo de Cristo, mas os Portugueses são os únicos que nesta altura bebem vinho, o que não deviam fazer pois ele representa o sangue de Cristo, se não comem carne, não deviam beber vinho, mas isso não.
Já o Prof. Dr. Oliveira Salazar, mandava beber vinho e até dizia que “…beber vinho é dar de comer a um milhão de Portugueses.”
Tudo bem, cada maluco com a sua, eu respeito a vossa, por isso só peço: -Respeitem a minha abstinência!

quinta-feira, agosto 23, 2018

Entrevista na SIC dia 16 de Agosto de 2018

A minha entrevista no telejornal da SIC dia 16 de agosto de 2018, pela Jornalista Ana Paula Almeida

quinta-feira, julho 26, 2018

quarta-feira, julho 18, 2018

Altino do Tojal



Morreu o Ermita da Literatura Portuguesa
Altino do Tojal







Faleceu um enorme vulto da literatura Portuguesa, o escritor e jornalista Altino do Tojal para os seus amigos, o “Ermita”, pois não gostava de andar nas festas do croquete e não se dava muito com outros escritores. Nunca se meteu a jeito para Condecorações e Prémios, embora os mereça. A sua obra “Os Putos” é das obras que em Portugal mais reedições teve vai na 38ª edição, nem o Saramago conseguiu esse feito!
Mesmo, sendo o Ermita tive a sorte de ser seu amigo. Nunca faltou a uma exposição minha e chegou a comprar-me um quadro. Eu homenageei-o na minha Exposição “Vultos da Cultura Portuguesa”.
Ofereceu-me os seus livros e a sua amizade, escreveu a abertura de um catálogo meu.
Tive com ele conversas interessantes. Um homem tão encantador como reservado e por quem tenho uma enorme admiração.
Espero sinceramente que Portugal não se esqueça dele e do seu contributo para a nossa cultura, história e identidade.
Altino do Tojal nasceu a 26 de Julho de 1939, em Braga, e foi criado pela tia Emília, professora primária, que o ensinou a ler aos cinco anos, e pelo seu avô, professor aposentado.
Viveu em Braga até aos 27 anos. Trabalhou em vários jornais, entre eles o "Jornal de Notícias", depois no lisboeta "O Século", até ao seu encerramento, e depois no "Comércio do Porto". Trabalhou também durante alguns anos na Biblioteca de Braga.
Mas foi na escrita de ficção que se destacou com dezenas de obras. A sua obra "Os Putos" foi adaptada ao teatro, à televisão e à banda desenhada. A primeira versão deste livro surgiu ainda em 1964, com o título "Sardinhas e Lua".
Sobre mim Altino do Tojal escreveu:
Frequentador ocasional de exposições, conhecia de Henrique Tigo pinturas de vanguardismo arrojado. Agora vejo-o cultivar também o retracto, na sua evolução de “Vultos da Cultura Portuguesa”.
    Numa galeria vinte e tal seres humanos retractados, já quase todos pó de cemitério, decidiu generosamente o artista incluir-me entre os dois ou três que continuam a respirar os ares deste mundo.
    Confidenciou-me ter sido útil ao seu propósito a leitura de alguma da minha obra literária, sobretudo “Os Putos”, onde, valha a verdade, outra coisa não fiz senão falar de mim e da minha vida ao derredor. Assim equipado, terá o pintor ambicionado transcender uma vulgar semelhança fisionómica, ir mais além, através da sua arte explorar-me a alma. Examino com atenção este retracto amargo e rude, esquivo, dir-se-ia inabordável. Fiel ao preceito délfico, há 63 anos que eu próprio venho procurando humildemente conhecer-me, e as minhas pesquisas interiores parecem aflorar de algum modo no retracto, não são grosseiramente desmentidas por ele.
    Alguém o adquiriu, faz já parte de uma colecção particular – informa o catálogo. Talvez o desconhecido comprador não dependure lá em casa a minha autêntica imagem, o verdadeiro “Eu”; mas, de todos os retratos que me tiveram por modelo, estas pinceladas breves e lampejantes tornam-no, ao menos para mim, o mais revelador.

In: Jornal Varzeense Agosto 2018