sexta-feira, novembro 24, 2023

segunda-feira, novembro 06, 2023

Despedida de Grão-mestre

E assim se passaram 12 anos!

Agora que é hora da minha despedida como Grão-mestre da Mui Nobre Confraria dos Enchidos, saio ao fim de 3 mandatos porque como disse, acredito que os cargos não podem nem dever ser eternos, e devemos dar oportunidade a outros para fazerem mais e melhor.

Com a minha saída (de Grão-mestre) é uma oportunidade para refletir sobre as conquistas e o crescimento durante os meus anos ao leme desta Confraria. Permanecerá para todo o sempre na minha memória as extraordinárias pessoas que conheci e com quem tive o privilégio de trabalhar.
Durante estes doze anos procurei que as ações desta mui nobre Confraria contribuíssem para um processo evolutivo e ao longo destes anos a CGE contam com:
- 14 Capítulos, onde entronizamos 324 confrades quer efectivos, quer honorários quer de honra.
- Inúmeras visitas a outras confrarias;
- Edição de 2 livros;
- 9 Jantares de Dia de Reis;
- 7 Jantares do Dia da Mulher;
- Fomos aos 4 principais canais de televisão portuguesa e demos inúmeras entrevistas para revistas, jornais e rádios nacionais e estrangeiras.
- Entre inúmeras outras atividades, desde participações em festas e feiras gastronómicas, piqueniques, encontros gastronómicos, etc.
Neste momento, quero principalmente salientar as nossas actividades de solidariedade através das quais, nestes 12 anos, demos a instituições sociais mais de 30.000€ (trinta mil euros), honrando assim o nosso principal objectivo, fazer o bem!
Nesta vida, ninguém faz nada sozinho e ao longo desta caminhada, foram muitos os que deram o seu contributo para o que se conseguiu fazer.
A TODOS(AS) UM GRANDE E ETERNO AGRADECIMENTO.
Antes de terminar quero relembrar os nossos Confrades que faleceram e para eles uma palavra de saudade, e em especial, ao nosso confrade fundador, fotógrafo e autor do nosso site, Pedro Boléo, que tanta falta nos faz.
Agora o caminho continua e faz-se caminhando, cabendo ao nosso Mui Respeitável Grão-mestre Pedro Azevedo liderar e motivar a equipa que escolheu para a missão que abraçou, com a dedicação, empenho e responsabilidade que a função exige, na defesa dos nossos interesses coletivos, enfrentando adversidades e desafios, tantos quantos surjam, continuando a elevar os princípios e objetivos da Mui Nobre Confraria Gastronómica dos Enchidos.
Não me irei despedir pois sou o Confrade n.º 1 e continuarei a sê-lo com muito orgulho. Como tal, permite-me Mui Respeitável Grão-mestre Pedro que te deseje o melhor, assim como aos teus empreendimentos futuros e espero que continues a construir como até hoje, para cimentar ainda mais os alicerces desta nobre Confraria e levares a bom porto os nossos sonhos e desejos.
Obrigado e um eterno abraço
Confrade da Confraria dos Enchidos

quinta-feira, junho 01, 2023

Dia da Criança de 2023

Uma vez que é dia da Criança, aqui deixo uma página do meu livro "Estórias do meu eu" onde conta como foi a minha infância.
Estórias do meu Eu, sou do Bairro Alto!!!


No meu bilhete de identidade consta: nascido em Alcântara, mas deveria dizer nascido no Bairro Alto, pois foi aí que fui feito, mais propriamente na Rua São Boaventura, n.º 87, para onde fui viver assim que saí da maternidade e onde vivi até aos 10 anos.
Vivi a minha infância e grande parte da adolescência nesta zona típica de Lisboa, de ruas estreitas e empedradas adjacentes às zonas do Carmo e do Chiado, designada como Bairro Alto, outrora conhecida como Vila Nova dos Andrades.
Convivi com cenários e personagens que me deixaram uma memória muito rica (e motivadora), na companhia do meu pai. Cresci por redacções de jornais já extintos, Conservatório Nacional (local de trabalho dos meus pais durante vários anos), bares e casas de fado, bailarinas e arlequins...
Conheci a “fina flor “ das artes e da cultura, na Brasileira do Chiado ou no Coche Real e as suas tertúlias. O meu imaginário infantil está repleto de personalidades públicas que conheci nesse tempo, das quais destaco:
O Dr.Gustavo Soromenho, João Mota, Abílio Belo Marques, Carlos Paredes, Adriano Correia de Oliveira, Maluda, Baptista-Bastos, Beatriz Costa, Jesus Ferreira, Agostinho da Silva, Maestro Vitorino de Almeida, entre dezenas de outros, que todos os dias tomavam café com o meu pai e que eu acompanhava desde bebé.
Acho que quase tudo o que fiz na minha vida começou no Bairro Alto, senão vejamos: dei os meus primeiros passos nos jardins do Príncipe Real e São Pedro de Alcântara; aprendi a ler na Rua Luz Soriano, onde fiz a escola primária, mesmo ao lado do extinto “Diário Popular”. Sobre a minha escola primária, tenho ainda uma estória curiosa: todos os dias, antes de ir para as aulas, passava na Rua da Rosa, numa padaria que ainda hoje existe, comprava duas
bolas de Berlim fresquinhas, acabadinhas de fazer e levava-as comigo para comer no intervalo. A minha pasta da escola tinha sempre um cheirinho a bolas de Berlim que ainda hoje guardo na memória. Nunca mais comi bolas de Berlim como aquelas...
Como já disse, os meus pais trabalhavam no Conservatório Nacional e assim que acabavam as aulas, eu ia para lá e levava os meus colegas de escola para brincarmos. Eles ficavam maravilhados, pois todos os dias conheciam, ao vivo e a cores, os actores que lhes entravam pela casa adentro através da TV. Estou
a lembrar-me do Rui Mendes, que na altura fazia a série portuguesa “Duarte e Companhia”, da São José Lapa, João Mota, José Peixoto, que fazia a série “Retalhos da Vida de um Médico” e muitos outros... Lá brincávamos livremente, por entre pianos e cenários de uma ou outra peça de teatro ou ópera.
Ouvíamos os músicos a tocar e víamos os actores a ensaiar as suas peças. Às vezes íamos ver o meu pai pintar, o que era sempre uma maravilha.
No Bairro Alto tive contacto com as primeiras exposições de pintura e com as primeiras tertúlias de intelectuais que falavam de assuntos que viriam a contribuir para o meu crescimento intelectual que, para algumas pessoas, até foi precoce...Uma vez, numa dessas tertúlias, como via todos os desenhos feitos nos papéis das mesas, eu também desenhei um. Fiz um retrato do meu pai. Um amigo dele que lá estava, achou piada ao desenho e perguntou-me o que ele representava, ao que eu respondi: “É o retrato do meu pai, que também é artista”... No dia seguinte esse desenho saiu no Diário Popular com a seguinte legenda:
“Sou o Henrique Tiago, tenho 4 anos e desenhei o meu pai que também é artista”.
Ah! esse amigo do meu pai era o Mestre Zé de Lemos que fazia o “Riso Amarelo”, no Diário Popular.
Aqui ainda, andei na Escola Preparatória Fernão Lopes, à Rua das Chagas, e depois passei para a Escola Secundária D. Maria I, na Calçada do Combro, escola esta já extinta.
Foi na Biblioteca Municipal Camões que em 1995 fiz a minha primeira exposição individual de pintura, onde estiveram presentes várias personalidades, entre as quais o escritor Altino do Tojal, o actor Ricardo Amaro, os jornalistas Manuel Geraldo, Raúl Oliveira, José Matos Cruz e o Dr. Raul Rego, que sobre essa exposição escreveu o seguinte: -“Henrique Tigo é filho do pintor H. Mourato,
logo está tudo dito. Embora na sua pintura nada os una. Henrique Tigo é um pintor - livre dos Novos Tempos, é um poeta. Pois para podermos ver a sua pintura, primeiro temos de a ler. É um pintor original e sensualista, agarrado à grande esperança de um Mundo Melhor”.
Foi na FAUL, bem em frente ao Jardim de São Pedro de Alcântara, que entrei para a política, também pela mão do saudoso Dr. Raul Rego e do Eng. António Guterres.
O mundo dá muitas voltas e passados 30 anos voltei para o Bairro Alto, desta vez para trabalhar, pois trabalho na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, no Largo Trindade Coelho, local onde em criança ia levar as minhas vacinas e onde adquiri uma fobia a seringas.
Mas para mim o Bairro Alto era algo mais, pois nos anos 30 e 40 começaram a dar-se as grandes vagas de deslocação populacional, de norte a sul, para a capital. Para o Bairro Alto vieram muitos “Beirões”, entre as quais os meus avós maternos, que depois de terem casado na Igreja da Encarnação, no Largo
Camões, foram morar para a Rua dos Mouros. Foi aí que o meu pai começou a trabalhar numa tipografia, instalada nessa rua, e foi também aí que ele conheceu e se apaixonou pela minha mãe.
Neste bairro viviam centenas de pessoas da “terra”, nome que se dava a quem era do mesmo concelho e morava em Lisboa. Tinha então, a morar no Bairro Alto, tios, primos e primas.
Bairro Alto é um dos bairros mais pitorescos da cidade, com casas seculares e pequeno comércio tradicional, como o do “Zé do Lugar” que vendia todo o tipo de vegetais e pequenos animais vivos, como coelhos, patos e galinhas.
Tínhamos ainda a taberna do “Zé Barata”, onde provei pela primeira vez uma pastilha elástica.
Esta zona típica foi construída mais ou menos em plano octogonal em finais do século XVI.
Mudam-se os tempos e o Bairro Alto mudou, deixou de ser uma “aldeia” dentro da cidade, onde era normal verem-se as chaves na porta ou as portas abertas, para nos anos 80 do século passado, ser a zona mais conhecida da noite lisboeta, com inúmeros bares e restaurantes a par das casas de Fado.
Abandonaram o bairro quase todos os órgãos de imprensa portugueses, o Conservatório Nacional, e as tipografias, com a chegada dos computadores, começaram as fechar ou a mudar-se para locais mais sossegados.
Parte dos prédios foi ou está a ser recuperada, mantendo-se a traça original, oque veio permitir a instalação de novos e alternativos espaços comerciais, vendo-se agora desde lojas de multimarca a lojas de tatuagens e body piercing.
Diz-se que o Bairro Alto era uma zona de prostituição e alguma criminalidade,
é verdade, mas havia uma certa ética. Quem se dedicava a esse tipo de actividades, não se metia na vida dos moradores e até os “protegia”. Lembro- me que há algum tempo, já não vivia no Bairro há mais de dez anos, tive uma sessão Maçónica no Bairro Alto, à noite, que acabou muito tarde. Quando saí dessa sessão e me deslocava para um táxi, passei numa rua mais isolada e sombria e vi um grupo dirigir-se a mim... de repente oiço uma voz a dizer: - Eh, pá! Não te metas com esse..., ele nasceu cá no Bairro! E desapareceram... Eu segui a minha vida e eles a deles, até hoje estou para saber quem foi... Para todos os efeitos, tenho orgulho em dizer:
- Eu sou do Bairro Alto!
"in Estória do meu Eu" pagina 7 Edição Ideia Fixe de 2018

terça-feira, abril 11, 2023

Maluco Beleza com Henrique Tigo

Quem quiser saber tudo sobre Maçonaria veja o Maluco Beleza com Henrique Tigo em:




Henrique Tigo no Rotery Club de Cascais Estoril

Hoje irei estar no Rotary Club de Cascais Estoril e gostava de poder contar com a vossa presença, mas se não puderem de todo, a apresentação pode ser vista em directo via Zoom, com estes dados:
ID: 829 3680 38 01
PASS: 649553
A reuniao será Terça Feira 11/04/2023 às 21h00.
Apresentação do Livro "Da Pena do Poeta" de Henrique Tigo onde por cada obra adquirida reverte uma parte para obras sociais do Rotary.
Assistam.

segunda-feira, fevereiro 06, 2023

Maluco Beleza - com Henrique Tigo

Hoje segunda-feira dia 6 de Fevereiro pelas 21h30 no 
https://youtube.com/@MalucoBelezaShow  em directo com o convidado Henrique Tigo



Apresentação do Livro Camelot - Loja Maçónica


Lançamento do livro Camelot Loja Maçónica, abre porta do templo de Telheira da GLLP/GLRP  ao público.

Foi um enorme regozijo que o MRGM Armindo Azevedo e o antigo MRGM Jose Manuel Anes e o VM Rui Pinheiro e o autor e escritor Henrique Tigo, receberam muitos irmãos, familiares e profanos, onde que se incluíram várias personalidades das artes e principalmente do mundo da Música.

O espirito de abertura que tem vindo a ser defendido que levou as estas dezenas de presenças a conhecerem o Templo principal da Grande Loja Legal de Portugal. e a sua magia, com a disponibilidade de quem nada tem a esconder que não seja a vivência que só os verdadeiros maçons podem usufruir.

Encantados com a experiência e com está obra literária que em muito vem enriquecer a biblioteca de quem quer ter mais luz sobre a arte real.

O MRGM e o VM deram os parabéns ao RI Henrique Tigo, por mais esta sua obra, que durante mais de uma hora autografou dezenas de luvros. 





segunda-feira, outubro 03, 2022

Da Pena do Poeta (em tempos de confinamento)


O 20 livro de Henrique Tigo “Da Pena do Poeta (em tempos de confinamento), marca o regresso de Henrique Tigo a poesia, depois da pandemia de COVID 19.
Este livro agora publicado, foi escrito em tempos de pandemia e fala-nos no que o poeta viveu, a quando da sua “prisão” por motivos de saúde.
O seu dia-a-dia, a sua relação com o seu gato, com os amigos e até com as datas importantes como o 25 de Abril, Os Santos Populares e o Dia de Portugal.

Lançado no passado dia 28 de Outubro no Teatro Passagem de Nível em Alfornelos, tendo sido apresentado por:

Agir
André Ramos-Correia
Jorge Paulo Napoleão
Tendo ainda o actor e poeta Severino Moreira declamado o poema “Um dia Vamos Morrer”.

Não posso deixar de recomendar este livro a quem ama literatura e em especial poesia, digo mais:  "Isto é poesia e da Boa!"


terça-feira, julho 12, 2022

Camelot - Loja Maçónica

Camelot - Loja Maçónica

Acabado de chegar da impressora de Guthemberg o livro “Camelot - Loja Maçónica”, uma obra com a coordenação do escritor Henrique Tigo, mas com trabalhos e pranchas de mais de 30 obreiros desta Respeitável Loja Camelot da GLLP/GLRP. Conta ainda com prefácio do Muito Respeitável Grão-mestre Armindo de Azevedo e uma encantadora capa do RI M. Cabido Mota.

Um livro que conta a história desta Loja Maçónica e dá a conhecer os trabalhos que lá são apresentados. Um livro essencial na biblioteca de um maçom e uma obra recomendada a profanos que querem conhecer esta Arte Real.

O livro pode ser já encomendada através do email rlcamelot50@gmail.com

Campanha de lançamento apenas 10euros mais portes.

Sobre este livro Grão-Mestre Armindo Azevedo escreveu:

“…Como se pode ler no livro a palavra Camelot “evoca ideais utópicos e grandes esperanças. O Rei Arthur e os seus cavaleiros deveriam ser puros de coração, cavalheirescos e infinitamente corajosos”.
E é de coragem que este livro fala. De coragem de ser maçom, de coragem em manter vivos os nossos valores, princípios e landmarks, no respeito pela tradição maçónica…”

Sobre este livro o autor Henrique Tigo  escreveu:

“…Este livro é composto por trabalhos e pranchas, que são produto dos trabalhos apresentados em Loja. Os Aprendizes e Companheiros realizam trabalhos e os Mestres Pranchas. Estes trabalhos podem ser desde uma monografia a um estudo sobre um aspecto ritualístico do trabalho em Loja, ou um “estado de alma” que este ou aquele irmão quiser partilhar…”

Sobre este livro o Veneravel da Camelot Rui Pinheiro escreveu:

“…A diversidade dos temas e dos estados de alma que foram explanados neste humilde livro tiveram sempre presente a estrutura do ritual e a roupagem do rito, só assim, sendo a Maçonaria uma escola iniciática, é possível criar no Homem a disposição, a disponibilidade mental e emocional para expor os seus sentimentos, as suas ideias, as suas reflexões, enfim tudo aquilo que tem de mais puro em si, esperando apenas dos seus irmãos o conforto e a reflexão conjunta…”

 

 






sexta-feira, julho 08, 2022

Comendador da Ordem General Gomes Freire de Andrade

No passado dia 02 de Julho de 2022 e depois de quase 20 anos de ter sido iniciado numa RL Maçónica, e depois de um grande percurso do qual muito me orgulho, vi hoje o meu trabalho reconhecido na Sessão de Grande Loja, da Grande Loja Legal de Portugal/ Grande Loja Regular de Portugal, pelo MRGM Armindo Azevedo que me atribuiu o Grau de Comendador da Ordem “General Gomes  Freire de Andrade". Como se costuma dizer “As condecorações não se pedem nem se recusam, apenas se agradecem”  Por tudo isto o meu muito obrigado!



quinta-feira, abril 07, 2022

Ágape Maçónico

O Ágape Maçónico não é apenas um jantar, é algo mais, é uma refeição feita em egrégora, com amizade e com uma forte componente educativa e formativa.  

O Ágape é um espaço principalmente de aprendizagem dos Irmãos Aprendizes, Companheiros e até dos Mestres, pois é o local onde todos podem usar a palavra, podem colocar as suas questões maçónicas e aprenderem o que lhes faz falta e onde normalmente se discutem algumas pranchas. Também se aprendem os brindes ritualísticos, sendo, por tudo isto, o Ágape principalmente educativo.

Assim como em loja, todos tem o seu lugar específico, pelo que neste sentido os Aprendizes devem estar sentados próximo do 2º Vigilante e os Companheiros sentados próximo do 1º Vigilante.

Nunca devemos esquecer que o Ágape é obrigatório para os obreiros efetivos ou auxiliares daquela Respeitável Loja, daí, tal obrigatoriedade, ser referida quer na convocatória quer no ritual, faz parte da sessão. Por isso, os Irmãos devem lembrar-se que continuam em sessão, não podendo haver discussões de cariz político, religioso ou futebolístico.

O Ágape é servido pelos Aprendizes e supervisionado pelo Irmão Hospitaleiro e/ou Mestre de Ágapes e o primeiro a ser servido será o V:.M:. e só depois deste lhes dar permissão é que todos podem iniciar a refeição.

Um Ágape Maçónico não pode nem deve ser deturpado dado ser a continuação da sessão, não se devendo faltar ao mesmo, cabendo ao Irmão Hospitaleiro averiguar o motivo, pelo qual, um irmão não compareça, empenhando-se em ajudar esse irmão, garantindo também que nenhum outro irmão falte ao Ágape.

O Ágape é um momento especial de conforto, uma refeição entre verdadeiros Irmãos que se amam e se respeitam, um momento de troca de ideias e de aprendizagem onde os assuntos profanos ficam fora do mesmo.

É no Ágape que a palavra é para todos e onde se realizam os brinde ritualísticos a pedido do V:.M:. .

O V:.M:. encarrega o Mestre de Cerimónias de os fazer:

O M:.C:. Anuncia o momento de passar aos brindes ritualísticos, por indicação do VM, e indica os Irmãos (O M:.C:. escolhe irmãos) para os fazer, pela seguinte ordem:

1 – A Sua Exa. O Sr. Presidente de República

2 – A todos os Soberanos e Chefes de Estado que protegem a Maçonaria

3 – Ao Muito Respeitável Grão-mestre

4 – Aos Grandes Oficiais da nossa Obediência

5 – Ao VM

6 – Às senhoras

7 – A todos os Maçons espalhados pelo Globo, na terra, no mar ou no Ar, desejamos um rápido restabelecimento para os seus sofrimentos e um pronto regresso a suas casas, se assim for o seu desejo!

A Todos os Maçons!!!

Quando existem iniciações o VM deve fazer o brinde e as boas vindas ao novo Irmão:

Eu não sou mais do que tu!

Eu não sou menos do que tu!

Eu sou tanto como tu!

Bebamos todos Juntos

 

Após os brindes ritualísticos o VM anuncia: MMQQII a partir deste momento os brindes são livres.

Posto isto, apelo a todos os Irmãos que não faltem aos Ágapes, que deixem os assuntos profanos fora dos mesmos e que os Mestres e principalmente os Irmãos 1º e 2º Vigilante deem muita atenção aos irmãos das suas colunas.

Bom Ágape.


Henrique Tigo Mourato

Vice - Grande Director de Banquetes
GLLP/GLRP

 

Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

Quando se fala em Holocausto pensa-se logo no assassinato em massa de Judeus, contudo o genocídio Nazi foi muito para além dos Judeus. As outras vítimas foram, tantas ou mais que os judeus, os ciganos, poloneses, comunistas, homossexuais, prisioneiros de guerra, Artistas e intelectuais, Testemunhas de Jeová e deficientes físicos e mentais, opositores ao Nazismo, prisioneiros de guerra e Maçons.
Este dia é importante para que não se apague da memória, para que não a volte acontecer, em homenagem a todas as vitima do Holocausto!

Henrique Tigo

A Rainha e a Bastarda

Tenho estado a ver a serie da RTP “A Rainha e a Bastarda”. Uma boa série com bons actores e boas interpretações, mas como não há bela sem senão, o Director de Som é uma pessoa sem noção, coloca música onde não deve, não deixa ouvir os diálogos para meter música e sons desnecessários.
Existem técnicos que conseguem destruir uma obra, é o caso deste diretor de som que quase dá cabo desta série que retrata como em 1320, Portugal enfrenta uma guerra civil.
D. Dinis, rei, intelectual e poeta, está em guerra com seu filho primogénito, Afonso IV, disputando a sucessão do trono. Afonso IV recusa a preferência do rei na escolha do filho bastardo, Afonso Sanches, como herdeiro legítimo. D. Dinis, casado com a rainha Isabel, tem uma relação extramatrimonial com Vataça, aia de sua mulher.
Mesmo com o problema do som recomendo a sua visualização desde que consigam ter a TV no som máximo!
E controlem os Directores de Som Miguel Ângelo Moita e Tomé Palmeirim que não sabem o que fazem!

quarta-feira, janeiro 19, 2022

terça-feira, janeiro 18, 2022

Sobrevivi ao COVID-19 !


Desde que começou esta pandemia que tentei ser o mais responsável e o cuidadoso possível (cheguei a ser acusado de extremista).
Em novembro de 2021, tendo já tomado as duas doses da vacina estava a preparar-me para tomar a terceira!
Mas após quase dois anos, o Covid lá me bateu a porta, e eu sem querer e nem me aperceber ele entrou e com ele vieram a tosse, o cansaço constante, a perda de olfato, as dores de cabeça, as dores de garganta, as dores musculares, a diarreia e as dores no peito. Apanhei a variante Delta!
Juntou-se a tudo isto, um enorme sentimento de culpa por ter trazido o Covid para casa e para a Ana, que ainda por cima ficou pior do que eu… Costuma dizer-se que é na prisão e na doença que se veem os amigos! Por isso, quero agradecer a todos os que tiraram um pouco do seu tempo para saber de mim e oferecerem a sua ajuda! Mas principalmente quero agradecer aos meus pais que tudo fizeram por mim e pela Ana e ao meu Grande Amigo e Médico Christian, que tudo fez para nos sentirmos mais seguros e o melhor possível, em todos os sentidos! Hoje, que estou negativo a todas as formas de COVID-19, mas ainda com sequelas, posso dizer: Tenham cuidado! É pior do que imaginam e aos negacionistas, em particular, o vírus existe mesmo! Podem não se vacinar, podem pensar o que quiserem, são livres, mas então, não se cheguem ao outros!
Para já sobrevivi ao COVID-19!!!
Pode ser uma imagem de chávena de café e texto que diz "COVID-19 EU SOBREVIVI"

Conto de Natal


Faz hoje sete anos, (25/12/2021)
tinha-me divorciado em Novembro, e Tinha alugado uma casa na Pontinha na Torrebela e adoptado dois gatinhas bebés, o Tommy e o Jerry.

Eu sou fanático pelo Natal, e fui passar a noite de Natal na casa dos meus pais que ficava a 1,5Km da minha, e embora a insistência da minha mãe para dormir lá em casa, fiz questão de ir dormir na minha casa!
No dia 25 de Dezembro acordei e apercebi-me que estava sozinho (pela primeira vez na minha vida), “Sozinho em Casa” no Natal… deitado no meu quarto cor de rosa choque.
Então uma tristeza invadiu o meu coração e todos os natais anteriores passaram-me pelos olhos e uma lágrima começa a rolar pelo meu rosto! É quando sinto as patinhas dos meus gatos a correr pela cama a virem deitar-se no meu peito e, enquanto as lágrimas escorriam pelo meu rosto, eles começaram a lamber-me a cara com as sua línguas ásperas e a ronronar…
E deu-se um milagre de Natal! Um dos momentos mais tristes da minha vida tornou-se num momento tão feliz e de partilha com aqueles bebés (de 4 meses).
Ainda hoje quando me lembro fico comovido, o meu Jerry infelizmente e independente de todos os meus esforços já morreu, mas o Dom Tommy Lee Tigo todos os dias dorme comigo.
E todos os dias me acorda com aquela língua áspera e com aquele ronronar bom!
Feliz Natal!!! 

Não simpatizo com radiacais

Fundamentalistas e radicais para mim, são pessoas com as quais não simpatizo muito! Sejam eles, fundamentalistas religiosos, políticos, futebolísticos, entre outros radicalismos.
Embora eu seja pela liberdade e acredito sinceramente que cada um pode ser o que quiser! Tenho uma certa dificuldade em engolir radicais!
Hoje fui acusado de assassino de grunho entre outros insultos só porque tive a enorme lata de dizer que gosto de comer carne, enchidos, etc.
Não sabia que tinha de pedir desculpas por gostar de Leitão. Mas pelos visto hoje em dia é crime gostar de um bife com ovo a cavalo!
Existem pessoas com palas nos olhos! Que não sabem aceitar as diferenças… Fico triste…
As pessoas andam azedas, mal amadas e mal humoradas e adoram descarregar em cima de tudo e todos, as suas frustrações, principalmente se for atrás de um PC ou smartphone sentados no sofá!
Sou carnívoro e ainda por cima Grão-mestre da Confraria Gastronomia dos Enchidos!
E lamento mas não vou pedir desculpa por gostar/ ter prazer por comer carne!

2021 e o meu balanço dele!


2021 foi em tudo diferente, foi mais um ano de Confinamento em que pouco saí de casa, principalmente no primeiro trimestre, aproveitei para lançar o meu livro “Da pena do poeta” em formato digital.
Fiz em conjunto com o Guilherme Leite uma série de programas sobre maçonaria intitulado “Fio de Prumo” para a Saloia TV.
Fui convidado para algumas sessões de ZOOM de alguns clubes de Rotary, para falar sobre a minha carreira artística. Saí numa página inteira na Flashnews da Grande Loja Legal de Portugal e foi publicado um poema meu no livro “Histórias de Fato e Pijama”, testemunhos de livres e regulares maçons e das suas lojas sobre a pandemia de COVID-19. Comprei um carro novo, que me ia deixando louco à espera dele que só para lhe atribuírem matrícula demoraram mais de um mês! Perdi muitos amigos entre os quais: Carlos do Carmo, Jorge Coelho, Jorge Sampaio, Pedro Boléo, António Jales, Rui Oliveira e Costa. Em Junho casei-me, numa cerimónia linda e cheia de magia e simbolismo, o primeiro grande casamento maçónico que contou com a presença de representantes de 9 obediências maçónicas.
Em Agosto fez 1 ano que deixei de fumar, depois de quase 30 anos de cigarro na boca e quase 3 maços de tabaco por dia, deixei de fumar de um dia para o outro sem qualquer ajuda.
Em Setembro apresentei a minha candidatura a Presidente da Câmara Municipal da Amadora, saí dessa experiência com a cabeça bem erguida pela minha postura e resultado, tendo sido uma luta de David contra Golias (embora com o resultado inverso).
Em Setembro recebi os meus paramentos de GO da GLLP, com muito orgulho e com a promessa de muito trabalho para os honrar.
Organizei o X capítulo e X aniversário da Confraria dos Enchidos, que em tempos de pandemia foi um enorme sucesso!
Lancei o meu décimo sétimo livro “Estórias da Confraria Gastronómica dos Enchidos” e já a terminar o ano e após dois anos de muitos cuidados onde cheguei a ser acusado de extremista, lá entrou o COVID-19 sem bater à porta nem pedir licença, ah e não foi nada simpático nem agradável!
Mas mesmo assim consegui fazer o Natal, com tudo o que gosto e com a família toda, a Ana, o Dom Tommy Lee Tigo, os meus Pais, sogro, irmã, sobrinha e cunhado!
Muito ficou por escrever e dizer, mas resumi o melhor que consegui o ano de 2021/6021, fazendo votos que 2022 seja no mínimo igual em felicidade a este!

PDVLF - Partido de Defesa dos Vegetais, Leguminosas e Frutas.


PDVLF
Partido de Defesa dos Vegetais, Leguminosas e Frutas.
Somos um partido para defender os interesses dos Vegetais, Leguminosas e Frutas!
Têm de ter o direito a não serem massacrados, arrancados da terra ou das árvores, para fazer um simples sopa, ou para serem metidas na boca de um Leitão!
Os nosso amigos verdes também sofrem! Já imaginaram o que uma cenoura ser retirada do convívio com as suas irmãs!?
Somos contra os frigoríficos cheios dos pobres vegetais e as pobres frutas transformadas em Sumos! Bebam Coca-Cola ou Laranjada da Madeira!
Vamos repor o ecossistema e não fazer mal aos feijões, comam feijoada sem eles!!!
Vamos acabar com os perigosos e fanáticos vegan’s e vegetarianos sempre com uma foice na mão para chacinar as couves!
Vamos acabar com a moda de não comer carne só porque tem sainete ser do contra e assim até podemos arranjar um tacho num órgão público!
Viva o PDVLF, não queremos o teu apoio só dia 30 de Janeiro, queremos todos os dias para terminar com esta calamidade pública!
Pode ser uma imagem de milho e texto que diz "DEFESA VEGETAL"

quinta-feira, novembro 18, 2021

As DOCE



Finalmente acabei de ver a serie de ficção da RTP à volta das Doce.
Sou um confesso fã das Doce, cresci a ouvir as Doce e a vibrar com as suas músicas, e sinceramente, achei que a serie (de ficção inspirada em factos reais) não faz jus ao verdadeiro movimento cultural que foram as Doce em Portugal, arrisco mesmo a dizer na Europa.
Portugal vinha de uma ditadura cinzenta, machista, retrograda e bafurenta e de repente apareceram as Doce, a primeira girls band. Sim, só depois, muito depois vieram as Spice Girls, etc, etc. como se fosse uma coisa muito moderna. Já nós nos anos 80 tínhamos tido as Doce Com as roupas ousadas, do estilista Zé Carlos, mulheres lindas, livres com ideias próprias que souberam dizer Não, que souberam dizer Basta, a cantar músicas que falavam e que lutavam contra todas as formas de opressão da mulher e de discriminação sexista.
Sofreram na pele o atraso de Portugal, e percorreram esse Portugal em estradas, ou melhor, buracos com um bocadinho de estrada, para levar alegria às terras mais escondidas de Portugal, algumas onde nunca mais nenhum artista de renome voltou a actuar. Fizeram milhares de quilómetros e não foram, muitas dessas vezes, assim tão bem pagas, não tinham um bom Manager, que soubesse lutar pelos seus direitos, mas mesmo assim as Doce foram a todo o lado e actuaram em locais onde hoje seria impensável.
Como se era de esperar foram vítimas de calunias, mentiras criadas por uma sociedade que não estava preparada para elas.
Para mim, as Doces são mais muito mais que um filme ou um serie da RTP, e embora seja um inicio/ um começo para se voltar a falar delas e mostrar às novas gerações o que de muito bom já se fez em Portugal, bem melhor que muita coisa que por aí anda actualmente.
Acredito que Portugal tem uma divida de gratidão para com as Doce e que no mínimo o Presidente da República deveria atribuir a Fá, Lena, Laura e Teresa a Comenda da Ordem Dom Henrique, pelos seus contributos à cultura nacional.
É importante que se tenha consciência que a história da música em Portugal, deve um enorme capitulo às Doce.
Eu por mim continuo a ser fã e estou grato às Doce pelos momentos de alegria que me dão.

Henrique Tigo